Usar a máscara

Abaixo do nariz, no queixo e no pescoço. Faz mais de um ano que é obrigatório o uso da máscara de proteção facial e ainda tem muita gente que não sabe usar. Quem não atua na área da saúde, não estava acostumado a usar a máscara, seja do modelo e do material que for. Aquele incômodo atrás das orelhas, aquele aperto no nariz, aquela sensação de ‘ar pesado’, aquele embaçamento das lentes do óculos, são situações que passaram a fazer parte do cotidiano, mas nada é tão ruim quanto todos os sintomas e consequências que o novo coronavírus pode trazer.

A vacinação contra a Covid-19 avança, mas será que a sociedade já está preparada para deixar de usar algo que ainda nem aprendeu o uso correto? Alguns países ao redor do mundo já suspenderam o uso de máscaras em ambientes abertos ou fechados. Será que suspender o uso de máscara, mesmo com a circulação do vírus seria uma decisão segura nessa etapa da pandemia?

Para que o Brasil possa iniciar um processo de suspensão das máscaras e demais medidas utilizadas na pandemia, como a orientação para manter o distanciamento social é preciso reduzir a circulação do vírus. Ainda não há um consenso na taxa, contudo, o indicativo é que seja abaixo de 50 novos casos por milhão de habitantes por dia.

A máscara de proteção facial é o melhor meio não farmacológico que existe para bloquear a transmissão. Quando a transmissão do vírus é muito alta, não há outra solução além do uso de máscara e o distanciamento social, medidas que adotadas desde o início da pandemia, ou ao mesmo, insistentemente citadas, apontadas e ‘gritadas’ pela área da saúde.

Especialistas apontam estimativas que o controle da circulação do vírus só será atingido com pelos menos 75% da população completamente vacinada. O alerta é para que as demais medidas de proteção também sejam levadas a sério e colocadas em prática, ou seja, se todos, usarem a máscara corretamente e praticarem o distanciamento social, atrelado a vacinação, a circulação do vírus já poderia apresentar outros índices.

O uso de máscaras ainda é obrigatório, mesmo para as pessoas com o esquema vacinal completo. Quem está imunizado continua usando máscara para proteger aquele que ainda não recebeu a vacina. Essa parcela da população imunizada ainda pode contrair a doença com sintomas ou ainda de forma assintomática. Usar máscara é um ato de respeito e cuidado da própria saúde e da saúde do próximo.