Mauro Picini Moda & Estilo 20/04/2021

Compras online crescem na pandemia
e acendem alerta para as fraudes

Especialista em direito digital dá 5 dicas de proteção virtual

Em meio a medidas de isolamento social em combate à covid-19, comércios de vários setores tiveram que restringir suas atividades presenciais.

Com todo mundo em casa, a compra online acaba se intensificando naturalmente. Diversos comerciantes migraram suas vendas para plataformas de e-commerce, redes sociais e até para aplicativos de mensagens. Mas é preciso que o consumidor fique alerta para tentativas de golpes e fraudes.

O advogado Francisco Gomes Júnior, especialista em direito digital, responde a perguntas e dá dicas de proteção na hora de realizar as compras virtuais.

  1. Posso passar meu CPF em lojas e sites de compras?
    Nas compras na própria loja (compra física) não há obrigação de fornecer o CPF, sendo esta uma decisão do cliente. Já nas compras online o fornecimento do CPF é necessário para a emissão da NFE (nota fiscal eletrônica). O mais importante é fornecer apenas os dados necessários para a concretização do negócio. Caso entenda que estão sendo solicitados mais dados do que os necessários, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente da empresa ou outra forma de contato oferecida no site/rede social ou aplicativo.
  2. Como saber se a empresa é confiável?
    Sempre pesquise na internet a idoneidade e reputação da empresa. É possível pesquisar em site de reclamações de consumidores, sites de Institutos de Defesa do Consumidor ou mesmo do PROCON. Além disso, verifique a razão social, endereço, telefone e CNPJ, que devem estar visíveis e de fácil acesso para os consumidores.
  3. Como avaliar se o site é confiável?
    Um fator importante é a certificação digital. O e-commerce que preserva os dados dos clientes e a segurança da compra e que possui selos de segurança e certificações digitais (ISSO) são em tese seguros. Outra dica importante é optar sempre por endereços de URL que apareçam com o símbolo do cadeado. Se o cadeado não estiver fechado os dados podem estar vulneráveis a eventuais ataques.
  4. Qual a forma mais segura na hora de efetuar o pagamento?
    Os cartões virtuais têm sido grandes aliados dos consumidores na hora da compra. Por possuírem código e número de cartão único válidos somente para aquela transação específica, o roubo das informações e possíveis fraudes ficam mais difíceis.
    Realizar uma TED ou DOC é uma operação que não é tão ágil como um PIX, mas que para valores significativos pode ser uma melhor opção, já que são necessários mais dados para que a transferência de valores se realize e pode haver reversão da operação.
  5. Devo confiar em links para pagamento online?
    Os links para pagamentos online sempre são gerados a partir de uma plataforma de gestão de pagamento junto ao comerciante. Vale sempre ficar alerta sobre a idoneidade de quem você está comprando, além da origem deste link. Sempre dê preferência para sites que começam com “https” e não “http”. Ainda mais importante do que ter segurança e conhecimento sobre quem está te vendendo, é ter a mesma sensação sobre os parceiros de negócios dessa empresa. Para isso, você pode utilizar sites como Reclame Aqui e o próprio Procon, para fazer pesquisas. As plataformas de pagamento com boa credibilidade são bastante conhecidas, caso se depare com alguma plataforma que nunca ouviu falar, pesquise sua procedência.

Dr. Francisco Gomes Júnior: Advogado sócio da OGF Advogados, formado pela PUC-SP, pós-graduado em Direito de Telecomunicações pela UNB e Processo Civil pela GV Law – Fundação Getúlio Vargas. Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB. Instagram: ogf_advogados

Terceira idade: Dicas para treinar o cérebro na quarentena e identificar quando o esquecimento é preocupante

A estimulação cognitiva é um importante tratamento contra a perda de memória, autonomia e qualidade de vida de idosos

A população brasileira está em trajetória de envelhecimento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que até 2060, 1 a cada 4 brasileiros será idoso – ou seja, 25,5% da população. De acordo com a pesquisa, a parcela de pessoas com mais de 65 anos alcançará 15% da população já em 2034, ultrapassando a barreira de 20% em 2046. Para um envelhecimento saudável, além dos exercícios físicos, é necessário estabelecer uma rotina de exercícios para o cérebro.

“Assim como o corpo, o cérebro também tem seu envelhecimento natural, sem necessariamente implicar patologia ou doença. Com a idade, o sistema nervoso apresenta alterações como dificuldades de aprendizagens e esquecimento, mas a capacidade intelectual pode ser mantida sem dano cerebral até idades mais avançadas”, explica a terapeuta ocupacional, Coordenadora do Núcleo da Terceira Idade da Clínica Holiste, Michelle Campos.

A especialista separou uma lista de atividades que funcionam como exercícios cognitivos, ainda mais nesse momento de isolamento social. Todas as atividades propostas devem levar em consideração as condições físicas, psicológicas e sociais do indivíduo.

Jogos – Oferecer estímulos cognitivos através de jogos como quebra-cabeça, baralho, dominó, caça-palavras, sudoko, são boas opções de passatempo e de estimulação cognitiva.

Leitura e Escrita – Se possível e se for do agrado do idoso, atividades de leitura e escrita estimulam o cérebro, a memória e funções motoras importantes. Nesse sentido, é possível incluir o aprendizado de um novo idioma, um novo curso ou mesmo a troca de mensagens pelo celular com a família e amigos.

Artesanato – Quem diria que o hábito do tricô, crochê, marcenaria, costura, entre outras atividades artesanais seria um grande aliado para uma vida saudável. A estimulação visual, de memória e tátil proposta pelo artesanato pode ajudar a manter a capacidade intelectual ativa por muito mais tempo.

Atividades Físicas – Com autorização médica, atividades físicas também devem ser estimuladas. Desde uma caminhada, a esportes ou mesmo a dança, são importantes aliados do corpo e da mente. Além disso, após a pandemia, é recomendável estimular atividades externas e sociais, como ir ao supermercado, salão de beleza, shopping, cinema, teatro.

A profissional complementa que as funções cognitivas são responsáveis por receber, armazenar e processar as informações. Essas capacidades – atenção, percepção, memória, funções executivas, orientação e juízo – conferem ao idoso a capacidade de gerir a própria vida e, por isso mesmo, são essenciais para uma velhice saudável e ativa.

Quando o esquecimento é preocupante?
Com a idade, alguns idosos desenvolvem doenças neurodegenerativas ou transtornos psiquiátricos leves, moderados e graves. Nesses casos, o cuidado familiar precisa contar com o auxílio profissional de saúde mental para garantir a qualidade de vida. É importante estar atento a alguns sinais que podem indicar diagnósticos mais complexos:
Perda de memória – Esquecimento de palavras, nomes, locais que deixou determinados objetos como chave, carteira, esquecimento de eventos e situações importantes da vida a curto prazo ou a longo prazo.

Mudança de humor – Mudança ou oscilação de comportamento (agitado, agressivo, hostil, desinibido, lentificado, pouco comunicativo).
Desorientação – A desorientação no tempo e espaço é um sinal importante: não saber o dia, a hora ou local que se encontra, assim como a cidade/estado atual.

Rotina – Problemas ao fazer tarefas diárias habituais, por exemplo, esquecer como fazer uma receita que já é de costume, não conseguir pagar uma conta, ou até mesmo esquecer como dirigir. Atividades rotineiras que se tornam um desafio.

Quando diagnosticado que há comprometimento das funções neurológicas, ainda é possível alcançar uma melhor qualidade de vida através de exercícios direcionados por profissionais de saúde mental. Nesses casos, a Holiste Psiquiatria desenvolve um Programa de Estimulação Cognitiva para idosos que aplica exercícios de acordo com os domínios cognitivos que, após testes científicos e entrevistas, são identificados pela equipe médica como mais vulneráveis.

De acordo com a Coordenadora do Núcleo da Terceira Idade da Clínica Holiste, assim como os exercícios físicos, o programa monta uma rotina de exercícios personalizada com estratégias orientadas por metas e objetivos a serem alcançados. As sessões acontecem com uma frequência de duas, três ou quatro vezes por semana em dias alternados, com duração média de uma hora. A boa notícia é que agora o serviço está disponível online para todo Brasil com atendimento individual.

“Todos os atendimentos eram presenciais, mas devido à pandemia surgiu a necessidade de iniciar os atendimentos via Telemedicina. Para isso, a equipe criou três cadernos de atividades, cada um com mais de 100 atividades de estimulação cognitiva, que são enviados aos pacientes e acompanhados pela equipe médica. Realizamos as atividades online, indicando ao paciente o caderno e a página que será utilizada naquele dia”, detalha a terapeuta ocupacional, Michelle Campos.

Para mais informações sobre problemas psiquiátricos em idosos ou sobre o Programa de Estimulação Cognitiva da Holiste, acesse: https://holiste.com.br/

Sobre a Holiste
A Holiste é uma clínica de excelência em saúde mental, que atua há 20 anos no mercado baiano. Na sede principal, localizada em Salvador, funcionam os serviços ambulatorial e de internamento psiquiátrico. A estrutura da clínica conta, ainda, com o Hospital Dia (destinado à ressocialização do paciente) e com a Residência Terapêutica (moradia assistida para pacientes crônicos), ambas unidades localizadas no bairro da Pituba.

A instituição conta com mais de 200 profissionais, um corpo clínico composto por médicos psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionista, gastrônoma, dentre outros. Para conhecer mais sobre os serviços da Holiste, acesse o site www.holiste.com.br.