Mauro Picini Turismo 10/12/2020

Natal no Belmond Copacabana Palace

Dezembro 2020 – Para quem deseja comemorar o Natal sem abrir mão da alta gastronomia, os restaurantes Pérgula e Cipriani (1* Michelin), no Belmond Copacabana Palace, vão oferecer menus especiais elaborados pelos chefs João Melo, do Pérgula; Barbara Duarte, head chef do Cipriani; e Nello Cassese, chef executivo do Cipriani e do hotel.

Localizado à beira da icônica piscina do hotel, o Pérgula preparou para a noite do dia 24 de dezembro um delicioso buffet natalino com bebidas incluídas assinado pelo chef João Melo. Dentre as opções do buffet frio, destaque para as “ovas de salmão com Blinis e coalhada” e para os “aspargos verdes grelhados com amêndoas”. Para a estação de massas e risotos, o chef preparou receitas comfort food como o “nhoque de batata com camarões” e o “risoto de aspargos”. Diretamente do grill, sairá um delicioso camarão VG, que pode ser acompanhado por diferentes guarnições, entre elas, “arroz de coco com abacaxi”, “ratatouille”, “batatas gratinadas” e “quiches”. As receitas natalinas não ficarão de fora e aqueles que não dispensam a tradição poderão se deliciar com os clássicos “peru assado” e “bacalhau assado com azeite extravirgem, preparado com aipo, cebola, pimentões, alho poró e azeitonas pretas”, além de outras opções de proteínas, como o “salmão assado na folha de bananeira com banana grelhada” e o “filé mignon com presunto de parma”.

Se a ideia é celebrar o Natal no estrelado restaurante italiano Cipriani, o menu degustação desenvolvido por Nello Cassese e seu “braço direito”, a head chef Barbara Duarte, promete surpreender. O jantar começa com um incrível “Club Sandwich” feito com pão de miga, camarão, espuma de salmão defumado, emulsão de gema e maracujá. Em seguida, chegam à mesa a “salada de batatas e alcachofra com aneto e limão siciliano” e o “carpaccio de Wagyu selado à moda ‘Pancia Ripiena’”. Os pratos principais ficam por conta da “Calamarata com frutos do mar e folha de prata” e do “Short Rib (costela dianteira) braseado, servido com couve toscana, lascas de foie gras e ar de avelã”. Para finalizar, um irresistível “Semi-freddo de panetone com sorvete de flor de laranjeira” e o “Monte Bianco com sorvete de pimenta rosa”. O menu será harmonizado com uma incrível seleção de vinhos e espumantes cuidadosamente pensada pelo sommelier Ed Arruda.

No dia 25, o brunch de Natal no restaurante Pérgula será servido para hóspedes e visitantes a partir das 13h e contará com a performance musical ao vivo. O farto buffet inclui receitas variadas e promete agradar os mais exigentes paladares. Entre frios e saladas, destaque para a “compota de berinjela com tâmaras”, as “ovas de salmão e Capellini servidas com blinis e creme azedo”, a “salada de camarões com palmito e hortelã” e o “risoni com cogumelos”. As estações de risoto, massa e ceviche servirão opções especiais dos restaurantes Mee e Cipriani, ambos premiados com uma estrela Michelin.

No Grill, serão preparados o corte de Ancho e a Cavaca, acompanhados por deliciosas guarnições como “palmito pupunha assado e abacaxi grelhado”, “batata assada com páprica”, “purê de inhame com alho”, dentre outras opções. Entre as proteínas, destaque para o “leitão à pururuca com maçãs caramelizadas”, “camarão empanado no coco”, “bacalhau gratinado com batata doce” e “peru bolinha com ameixas”. Para finalizar, estação de sobremesas diversas. O buffet também inclui harmonização especial com seleção de vinhos e espumantes

Jacutinga é um dos destaques na trilha do Parque das Aves

O visitante do Parque das Aves tem a oportunidade de conhecer a jacutinga (Aburria jacutinga), uma importante ave nativa da Mata Atlântica que está praticamente extinta em diversos locais da sua área de ocorrência original. No total, são 21 indivíduos que compõem o plantel do atrativo.

A jacutinga é uma excelente dispersora de sementes, com registros que indicam o consumo de 41 diferentes frutos da Mata Atlântica, colaborando com a manutenção da floresta. No entanto, a degradação do habitat, na busca por um dos seus principais alimentos: o palmito-juçara, e a caça predatória praticamente exterminaram as suas populações em parte de sua área de distribuição. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a ave foi um dos animais mais caçados em toda a Mata Atlântica, havendo relatos de abates de até 50 mil aves em uma única temporada.

Estima-se que existam hoje menos de 2.500 jacutingas na natureza, com tendência a diminuir ainda mais. Segundo a diretora técnica do Parque das Aves, Paloma Bosso, o objetivo do Parque das Aves de trazer para perto dos turistas essa ave em perigo de extinção é trabalhar a educação ambiental e a conscientização da importância de proteger o bioma Mata Atlântica e as espécies que nele vivem.
“O Parque das Aves abriga atualmente mais de duas dezenas de indivíduos de jacutingas. Desse total, oito estão pareados, formando quatro casais que estão contribuindo com o nascimento de filhotes que podem ser encaminhados para projetos de reintrodução sempre que forem considerados aptos para essa situação”, diz.

A veterinária acrescenta ainda que espécies e subespécies ameaçadas podem ser salvas da extinção por meio de estratégias de conservação, incluindo a conscientização das pessoas e da comunidade que interage com elas. “Seria impossível atuarmos sozinhos em ações educativas. Se a comunidade não estiver envolvida, abraçando esta causa de salvar espécies junto conosco, os esforços serão em vão. É fundamental sermos um só time em prol da natureza!”

Proporcionar ao turista a oportunidade de conhecer a jardineira da Mata Atlântica pode reverter esse quadro de quase desaparecimento da espécie.
“A principal causa do declínio da população de jacutingas é a drástica redução da Mata Atlântica e a forte pressão de caça. Hoje a ave está regionalmente extinta em algumas regiões do país, principalmente na parte norte de sua distribuição original, sendo praticamente inexistente fora de áreas de proteção natural e com populações remanescentes ameaçadas, pois são de tamanhos reduzidos e com tendência a declínio. A sociedade tem que conhecer as ameaças desse patrimônio nacional para nos ajudar a reduzi-los, somando esforços de maneira coletiva”.

Como Salvamos Espécies
Desde 2017, o Parque das Aves se consolidou como um Centro de Conservação de Aves da Mata Atlântica e mantém uma área denominada “Como Salvamos Espécies”, que traz diversas informações sobre como evitar o desaparecimento de espécies, entre elas a jacutinga. O visitante tem a oportunidade única de conhecer bem de perto outras aves, como o mutum-de-alagoas (Pauxi mitu), ave extinta na natureza desde a década de 1970, além de aprender mais sobre as razões que levaram à extinção e o que elas podem fazer para que outros animais não cheguem nessa situação. “Mas de 70% da população brasileira vive na região da Mata Atlântica e depende dos benefícios que ela fornece, direta ou indiretamente, para sobreviver. Mesmo assim, poucos sabem que ela é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do mundo. O que tentamos é chamar a atenção da população para as questões mais emergenciais”. Fotos: divulgação Parque das Aves