13º salário movimenta a economia local e auxilia nas despesas de final de ano

A pandemia do novo coronavírus deixou muitas famílias brasileiras com as contas apertadas. Com a aproximação do final do ano, chega também um alívio financeiro para o bolso: o 13º salário. O benefício é concedido aos trabalhadores com registro na carteira e representa uma injeção de recursos na economia local.

A primeira parcela do 13º salário deveria ser paga até a última segunda-feira (30). A partir do dia 1º de dezembro, o empregador deve pagar a segunda parcela até o dia 18 de dezembro. As datas valem apenas para os trabalhadores na ativa.

Por causa da pandemia da Covid-19, o 13º dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio e a segunda foi depositada de 25 de maio a 5 de junho.

A Prefeitura de Toledo fez o primeiro pagamento do benefício no mês de agosto no valor de R$ 6.603.386,00 referente a 40% do total da folha de pagamento. De acordo com o secretário da Fazenda Balnei Lorenço Rotta, a segunda parcela será paga no dia 4 de dezembro no valor total líquido de R$ 8.337.733,29 já descontados os encargos.

O benefício do 13º salário contempla 3.605 servidores ativos e 1.238 servidores inativos e representa um aquecimento na economia. “Com certeza representa uma excelente oportunidade para o comércio de Toledo pois é um valor extra e afeta praticamente cinco mil pessoas que receberam em torno de R$ 8 milhões além do salário normal dos servidor pago no último dia 30”, cita. Rotta lembra que está previsto o adiantamento da folha de dezembro para o dia 23, o que deve refletir na movimentação do comércio da cidade. “Não podemos esquecer que, apesar de ser uma oportunidade de faturar, os nossos comerciantes precisam tomar todo o cuidado com os protocolos da Saúde, pois estamos em meio uma pandemia e os números em nosso município estão em uma crescente. Todo o cuidado é pouco para não necessitar restringir o fluxo de pessoas em nossos estabelecimentos comerciais”.

ORIENTAÇÕES – Com uma renda extra no bolso fica difícil não resistir e sair gastando logo o 13º salário. Porém, o economista Jandir Ferrera de Lima lembra que é preciso ter cautela ao utilizar esse benefício. A primeira recomendação do especialista é utilizar o benefício para quitar as dívidas imediatas, principalmente do cartão do crédito, boleto bancário ou de instituições financeiras, que são as dívidas que têm maior taxa de juros.

“Na sequência, é preciso se preparar para os gastos que chegam logo na virada do ano, como os impostos e as despesas com material escolar. Então, o trabalhador tem que ter em mente que além das dívidas a curto prazo e a médio prazo ele terá outras despesas que ocorrem nesse período”.

Lima salienta que muitos trabalhadores já receberam a antecipação do 13º salário durante o pico da pandemia da Covid-19. Há ainda uma incerteza da continuidade do pagamento da renda complementar que o governo federal usou durante a pandemia para atender algumas classes de trabalhadores. “Com essa situação de incerteza, sempre é importante os trabalhadores usarem com parcimônia o 13º e pensar que no próximo ano nós ainda temos um quadro de muita incerteza na economia”, acrescenta.

POUPAR – Para aqueles que não têm dívidas e nenhuma despesa imediata com o 13º, o economista recomenda poupar pelo menos 50% do benefício. É claro que o final do ano sempre tem despesas a mais com festas e comemorações. Por conta da recomendação para evitar aglomeração, as festas serão mais reduzidas, mesmo assim, o profissional orienta que os gastos com o 13º sejam feitos com cautela.

“O mais indicado é que as pessoas procurem usar o 13º salário com sabedoria, evitem compras que gerem endividamento a longo prazo, procurem produtos com preços mais adequados haja vista que a inflação dos alimentos nesse ano foi bem pesada para o trabalhador. Nesse sentido, sempre é bom planejar bem o seu 13º salário para evitar endividamentos em meio a tanta incerteza”, reforça.

E para aqueles que pretendem fazer o 13º render, é possível aplicar uma parte do benefício em um plano de previdência privada. O economista Jandir Ferrera de Lima explica que o mercado oferece, atualmente, boas opções em diferentes modalidades com aplicações a partir de R$ 30. “As pessoas devem que pensar em como usar esse dinheiro a longo prazo. Para quem não quer iniciar um plano de previdência privada, o interessante é aplicar na poupança criando o hábito de poupar 10% da sua renda mensal. Ao final de cada ano, a pessoa terá um salário a mais, terá um 14º salário que vai ajudar nas despesas e na transição de cada ano”, finaliza.

Da Redação