Dia Mundial da Atividade Física: um alerta para evitar o sedentarismo

Na data de 6 de abril é comemorado o Dia Mundial da Atividade Física. Desde o início da pandemia tudo o que envolve cuidar da saúde e sistema imunológico tem ganhado mais representatividade. Neste abril de 2021, a data ganha um reforço no que se refere a combater o sedentarismo para ter mais qualidade de vida e fortalecer o organismo.

A data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde como forma de prevenção do sedentarismo e com o intuito de incentivar à prática de atividade física em locais públicos. O sedentarismo ainda é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, obesidade e outras doenças crônicas.

“Temos muito para comemorar nesta data”, destaca o coordenador do curso de Educação Física da Unipar de Toledo, Robson Recalcatti. “Com o passar do tempo ficou mais nítido o entendimento da população sobre a importância da prática regular de atividade física e o combate ao sedentarismo. Isso tem sido notado como um estilo de vida mais saudável”.

O profissional reforça que se tem praticado mais atividade física porque, hoje, ela é realizada em vários ambientes, sendo laboral, familiar, doméstico, deslocamentos, no lazer e recreação, nos esportes. Ele comenta que ela acontece em diversos momentos do dia e assim não passa despercebida.

NÃO AO SEDENTARISMO – O combate ao sedentarismo é uma luta constante e reforçada pelos profissionais que atuam na área da saúde. “Para que a pessoa não seja considerada sedentária é preciso ter uma frequência de três a cinco vezes por semana. Mudar os hábitos envolve disciplina e determinação e pode ocorrer com simples atos como deixar de ir trabalhar de carro e optar em ir a pé ou de bicicleta, se reside em apartamento, usar mais as escadas e menos o elevador, entre outras ações que nos levam a cultivar hábitos mais saudáveis, além de trazer vários benefícios”, enfatiza.

Para se manter saudável, o organismo precisa de movimentar e estar ativo. Recalcatti lembra que até a década de 90, aproximadamente 90% da população trabalhava em atividade ativa e apenas 10% trabalhava sentado. Hoje, os dados inverteram e para evitar ficar parado é preciso se dedicar a prática de alguma atividade física que, além de trazer benefícios à saúde física, também vai impactar nas condições mentais e evitar o estresse.

AS MUDANÇAS NA PANDEMIA – A prática da atividade física também sofre impacto com a chegada da pandemia. Muitas pessoas que antes tinham o hábito diário de fazer caminhada, treinar, pilates, jogar bola, entre outras práticas, vinham à rotina sofrer drásticas mudanças com as medidas restritivas e de distanciamento social.

O profissional declara que o ‘ficar em casa’ fez com muitas pessoas deixassem de colocar o corpo em movimento, devido à mudança de conduta. Ele cita que ficou mais longo o tempo em frente à televisão, computador e celular e isso abriu brecha para o sedentarismo. Além disso, aumento as condições de sobrepeso e obesidade ao ‘descontar’ na alimentação as condições de ansiedade e estresse.

“Esse impacto também foi sentido pelos profissionais da área que tiveram que se reinventar. Eles tiveram que aprender a fazer o home office e atender os alunos de maneira online, a domicílio. Tiveram a redução de renda e se adequar as decretos que mudam constantemente”, descreve Recalcatti ao salientar que a classe tem se dedicado para não deixar o aluno desassistido e poder das continuidade aos programas de atividade física.

SEMPRE EM MOVIMENTO – Para reforçar a importância da data, o profissional destaca que é preciso manter o corpo em movimento. “A dica é mudar o estilo de vida daqueles que não praticam regularmente uma atividade física. Mudem os hábitos e escolham uma atividade que se identifiquem, seja ela leve ou moderada, mas que satisfaça os objetivos e possa melhorar a qualidade de vida”, orienta.

Da Redação

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