Tarefas domésticas: por que as crianças devem ajudar?

Inserir as crianças nas tarefas diárias de dentro de casa traz diversos benefícios para elas e no contexto familiar. Organizar os brinquedos, arrumar a cama, varrer a casa, secar a louça, ajudar no jardim, tirar o lixo, entre outras atividades, desde que monitoradas por um adulto, ajudam no desenvolvimento dos pequenos.

Profissionais defendem que as crianças devem ajudar nos afazeres domésticos. “Quando os pequenos ajudam na execução das atividades que envolvem a rotina da casa, eles passam a desenvolver mais responsabilidade, autonomia, noção de respeito, coordenação motora, além de se sentirem úteis, próximos da família, entre outros sentimentos bons”, relata a psicopedagoga, Dori Inêz.

Esse incentivo a participar das atividades domésticas deve ocorrer de maneira natural. A profissional cita que quando essas ações são introduzidas de forma gradual, essas atividades deixam de representar algo desagradável ou uma imposição, para se tornarem algo comum, de necessário para o bem de todos, integram a vida das crianças de maneira saudável e natural.

“Os pais podem iniciar esse incentivo pedindo de fato a ajuda do filho e explicando o porquê é importante fazer essa atividade. Aos poucos isso vai integrando a rotina da criança e a cada mudança de faixa etária muda o comprometimento e atividade a ser realizada, mas tudo com a supervisão de um adulto”, enfatiza a profissional.

BENEFÍCIOS PARA TODOS – Colocar as crianças para ajudar nas tarefas cotidianas contribuem para o bem geral do lar. A família de maneira geral sente os benefícios na rotina, pois quando todos contribuem com as atividades domésticas ninguém fica sobrecarregado, dessa forma todos têm mais tempo para passarem juntos.

“Uma dica é para que os pais tenham paciência ao ensinar e não deixem de lado o perfeccionismo. Com o passar do tempo, as crianças vão melhorando as habilidades e, consequentemente, as tarefas são mais bem executadas. Além disso, sempre é bom elogiar para que elas fiquem mais motivadas”, conclui.

Da Redação