BoJ mantém política monetária e reforça percepção sobre economia japonesa

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu, por 8 votos a 1, manter sua política monetária, conforme o esperado pelo mercado. A taxa de depósito foi mantida em -0,1% ao ano, e a meta de juros para os títulos públicos (JGBs) de 10 anos continuará em torno de 0%, sem um limite de compra de ativos para chegar a este objetivo.

A autoridade monetária manteve ainda sua percepção sobre as perspectivas econômicas do país, de que embora a atividade continue sob a tendência de recuperação, segue em situação “severa” por causa da pandemia da covid-19. “O banco continuará com a flexibilização monetária quantitativa e qualitativa com controle da curva de juros, visando atingir a meta de estabilidade de preços de 2%, por quanto tempo for necessário”, afirma o comunicado.

O texto também reafirma que o BoJ “não hesitará” em tomar novas medidas de estímulo monetário, caso se mostrem necessárias, e que espera que as taxas de investimento de curto e longo prazo se mantenham nos patamares atuais ou mesmo abaixo deles.

O único voto em contrário à decisão foi do dirigente Goushi Kataoka. Ele considerou que era necessário aumentar ainda mais os estímulos monetários com o corte das taxas de juros de curto e longo prazos, para encorajar as empresas a elevarem os investimentos em ativos fixos.

Na reunião, os dirigentes também decidiram sobre os detalhes das Operações de Suporte ao Financiamento para as Respostas à Mudança Climática, cujo modelo preliminar foi divulgado previamente. O comunicado sobre a decisão não informa mais detalhes.