IPP sobe 5,22% em fevereiro ante 3,55% em janeiro, diz IBGE

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 5,22% em fevereiro, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de janeiro foi revista de uma alta de 3,36% para uma elevação de 3,55%.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. Com o resultado de fevereiro, o IPP de indústrias de transformação e extrativa acumulou aumento de 8,95% no ano. A taxa acumulada em 12 meses foi de 28,58%.

Considerando apenas a indústria extrativa, houve avanço de 27,91% em fevereiro, após a alta de 12,03% registrada em janeiro. Já a indústria de transformação registrou aumento de 3,78% em fevereiro, ante elevação de 3,05% no IPP de janeiro.

Os bens de capital ficaram 0,26% mais caros na porta de fábrica em fevereiro, segundo os dados do Índice de Preços ao Produtor. O resultado ocorre após os preços terem subido 3,72% em janeiro.

Os bens intermediários registraram avanço de 7,96% nos preços em fevereiro, ante um aumento de 5,10% em janeiro.

Já os preços dos bens de consumo subiram 1,94% em fevereiro, depois de uma alta de 1,17% em janeiro. Dentro dos bens de consumo, os bens duráveis tiveram elevação de 1,49% em fevereiro, ante alta de 2,24% no mês anterior. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis subiram 2,03% em fevereiro, após a elevação de 0,95% registrada em janeiro.

A alta de 5,22% do IPP em fevereiro teve contribuição de 0,02 ponto porcentual de bens de capital; 4,50 pontos porcentuais de bens intermediários; e 0,70 ponto porcentual de bens de consumo, sendo 0,61 ponto porcentual de bens de consumo semi e não duráveis e 0,09 ponto porcentual de bens de consumo duráveis.

Atividades

A alta de 5,22% nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica em fevereiro foi decorrente de avanços em 23 das 24 atividades pesquisadas. A taxa foi a mais elevada da série histórica, iniciada em janeiro de 2014.

As quatro maiores variações foram registradas nas atividades de indústrias extrativas (27,91%), refino de petróleo e produtos de álcool (12,12%), outros produtos químicos (9,69%) e metalurgia (8,35%).

Os quatro setores também deram as maiores contribuições para a inflação da indústria no mês: indústrias extrativas (1,66 ponto porcentual), refino de petróleo e produtos de álcool (1,04 ponto porcentual), outros produtos químicos (0,79 ponto porcentual) e metalurgia (0,56 ponto porcentual).

Segundo Felipe Figueiredo Câmara, técnico do IPP no IBGE, a desvalorização do real ante o dólar e o aumento nos preços das commodities minerais no mercado internacional (óleo bruto de petróleo e minério de ferro) pressionaram a inflação da indústria.

Em fevereiro, a única queda de preços ocorreu na indústria farmacêutica (-0,57%).