Pesquisador da Unioeste cria dispositivo elétrico à prova de explosão

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Um projeto com patente aprovada ao programa de Propriedade Intelectual com foco no Mercado (PRIME), numa parceria do Sebrae, Governo do Paraná e Fundação Araucária, criou um interruptor elétrico à prova de explosões, de autoria do pesquisador Benhurt Gongora, aluno do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Energia e Engenharia da Agricultura, em funcionamento no campus de Cascavel.

O pesquisador explicou que esse tipo de interruptor também é usado no processo de automatização dos interruptores de energia elétrica, podendo ser acionados por celular, à distância, entre outros. A patente é resultado de um trabalho de pesquisa realizado durante o mestrado.

A invenção é, em síntese, dispositivo eletrônico destinado ao controle do acionamento de lâmpadas. O sistema trabalha a partir do menor nível da corrente de tensão.

Com a patente, essa tecnologia poderá ser produzida em escala industrial para ser disponível ao mercado consumidor, em empresas que comercializam esse tipo de produto. A ideia é usar esse interruptor tanto na área empresarial/industrial, como também em residências.

O pesquisador esclarece que o interruptor tem um dispositivo antifaísca, podendo ser instalado em ambientes empresariais e residenciais. “Traz segurança e condições de automatizar as instalações. Num ambiente com vazamento de gás, por exemplo, o dispositivo quando acionado evita explosões”.

Atualmente, o mercado com essa grade de produtos está em expansão, pois cada vez mais a engenharia precisa se ater às leis e normativas de seguranças e a segurança na instalação elétrica está na legislação. Por isso, dispositivos são indispensáveis, para ativação do funcionamento de quaisquer equipamentos eletrônicos.

As tomadas e interruptores sempre fazem parte de um planejamento adequado da parte elétrica de uma construção já que necessitam combinar com o local, mas principalmente garantir funcionamento adequado.

Com a patente, a invenção poderá ser produzida em escala industrial, por meio de parcerias com industrias do ramo. “Esses novos produtos permitem automatização das instalações elétricas e novas possibilidades ao mercado e ao consumidor”.

Mesmo com uma regulamentação estabelecida para evitar explosões, as instalações elétricas ainda são uma das principais causas de incêndio no país. 

Segundo dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2019 o número de incêndios originados de instalações elétricas cresceu 22% em relação ao ano anterior, com 656 casos registrados e 74 vítimas fatais.

O pesquisador explica que a engenharia está cada diz mais focada em modos e maneiras de evitar incêndios, que além de prejuízos materias apresentam risco à vida. 

No período de 2015 a 2019 houve 3.585 acidentes fatais envolvendo eletricidade, dos quais por choques elétricos (3.135), incêndios (231) e descargas atmosféricas (219). 

Segundo o estudo, os números divulgados devem ser maiores, uma vez que apenas são computados os casos oficiais, ou seja, os reportados às autoridades. 

A entidade informa que a maioria dos acidentes elétricos, como os choques, acontece em residências, que abrangem casas, sítios, apartamentos e fazendas. É neste sentido, que dispositivos seguro, como o criado pelo pesquisador, são opções para o setor.

PRIME – O Prime tem objetivo de contribuir com o desenvolvimento econômico e social de todo o Estado a partir da transferência dos resultados das pesquisas acadêmicas realizadas nas universidades estaduais para o mercado. 

A iniciativa está voltada para pesquisadores e titulares de patente. Os profissionais selecionados receberão apoio para viabilizar a sua invenção. 

Benhurt tem experiência no ensino técnico, administração de empresas, tecnologia em eletrotécnica e sistema de geração solar e eletromecânica

Atua em pesquisas em engenharia de energia na agricultura e desenvolvimento de aparelhos eletrônicos

Por Mara Vitorino

CASCAVEL