Cláudia Mallmann e Cosmes Francisco

Cláudia Regina Mallmann, candidata a prefeita pelo PSOL, tem 34 anos e vive em Toledo desde os oito anos de idade. É artista plástica, formada em Ciências Sociais pela Unioeste. Já trabalhou como professora na Rede Estadual de Ensino. Cláudia é filha da Dona Nina e do Seu Celso, mãe do Yohann e do Julio, casada com Beto Luiz Alberto. Atualmente é presidente do Partido Socialismo e Liberdade, o PSOL, em Toledo. Foi candidata à vereadora em 2016 e à deputada estadual pelo PSOL nas eleições 2018. Seu vice, Cosmes Francisco, nasceu no Espírito Santo e vive em Toledo desde 1982, sendo um dos primeiros moradores do Bairro Jardim Panorama. Aposentado, tem 71 anos, é casado e pai de sete filhos. Seu Cosmes trabalhou com colheita de laranja, com corte de cana, colheita de café, foi vigilante e também trabalhou em frigorífico.

 

JORNAL DO OESTE (JO): Quais são as suas propostas para alavancar a infraestrutura e a logística de Toledo?

 

Começaremos pela elaboração de um Plano Municipal de Saneamento Básico que converse com a realidade atual do município e que atenda a Lei Federal 11.445/2007. A partir deste plano, trabalharemos pela ampliação da rede de saneamento. É inaceitável que parte da população ainda viva sem coleta e tratamento de esgoto. Vamos corrigir os problemas de drenagem, que assolam a população de alguns bairros da cidade. Na iluminação pública garantiremos que as lâmpadas tradicionais sejam trocadas por lâmpadas de LED. Trabalharemos para que a população dos distritos também tenha acesso aos serviços públicos sem precisar se deslocar à cidade. Além de garantir a manutenção dos parques e praças do município, para que a população se aproprie e faça uso da cidade.

 

JO: Quais são os principais projetos para tornar o meio ambiente sustentável em Toledo?

 

Nossa proposta para uma cidade sustentável passa por todas as áreas da gestão do município. No entanto, acreditamos que a agricultura terá um papel protagonista neste projeto de uma Toledo sustentável. Nossa cidade possui o maior PIB agropecuário do estado, mas precisamos ir além, garantindo uma produção mais sustentável, rentável e de maior qualidade. O caminho rumo a este objetivo passa pela produção de alimentos orgânicos. Sabemos que conseguir uma certificação de orgânicos, além de ser um processo burocrático, custa caro. Nosso papel enquanto executivo será eliminar estas barreiras e garantir ao produtor, além de mais saúde, a garantia de produção de um produto com mais qualidade e maior valor agregado, visto que no caso da merenda escolas, por exemplo, uma lei federal garante o pagamento de 30% a mais no valor no caso de produtos orgânicos. Para isso, criaremos um setor de agricultura orgânica dentro da Secretaria de Agricultura, garantindo suporte através agrônomos, zootecnistas, técnicos agrícolas. Também garantiremos uma unidade beneficiadora de sementes orgânicas. Estas sementes de soja e milho servirão como base da ração que permitirá que o município avance na produção de animais orgânicos.

 

JO: Quais são os planos para melhorar a segurança e o trânsito no município?

 

Precisamos conceber o transporte como um serviço universal, assim como fazemos com a saúde, a educação e a coleta de lixo. Por isso, implantaremos o passe livre para estudantes e para a população em situação de vulnerabilidade. Para tornar o meio de locomoção mais atrativo, também para quem paga, faremos auditoria nas tabelas de cálculo da tarifa. Renegociaremos o contrato com a empresa, para garantir mais conforto à população. Também garantiremos a ampliação do número de ciclovias e passarelas para melhor acessos às marginais e aos bairros. Vamos readequar calçadas e os espaços públicos municipais, de forma a criarmos uma cidade com plena acessibilidade para idosos, deficientes físicos e pessoas com necessidades especiais. Além disso, criaremos Comitês Populares de Gestão do Transporte Público e desenvolver mecanismos para ampliar a participação da comunidade junto ao Conselho Municipal de Segurança e Trânsito. Já na segurança, compreendemos que uma cidade mais justa será, necessariamente, uma cidade menos violenta. Por isso criaremos políticas de distribuição de renda; garantiremos que a educação receba recursos e a atenção necessária para garantia de qualidade; implantaremos projetos permanentes de Esporte, Cultura; investiremos na formação profissional. O papel do poder público é promover tudo isso. Aí estaremos falando de uma política efetiva de combate à criminalidade. Qualquer coisa diferente disso não passa de uma demanda inalcançável por novos presídios e mais violência nas ruas, vitimando inclusive os trabalhadores da segurança pública. No entanto, ao falar de segurança pública, não podemos deixar de falar sobre uma questão importante: os alarmantes índices de violência contra a mulher em Toledo, que neste ano já registra dois feminicídios. Toledo foi o quarto município do estado a implementar a Patrulha Maria da Penha, o que ocorreu em 2016. O problema é que de lá para cá caminhamos pouco. O município precisa, além de fortalecer sua Patrulha Maria da Penha, garantir, por exemplo, a implementação do botão do pânico (o que já é realidade em outros municípios do estado) e a criação de um abrigo para mulheres vítima de violência em situação de vulnerabilidade. Nós faremos isso! Também ofereceremos suporte para que os agressores possam ser assistidos e, através de acompanhamento psicológico, deixem de agredir mulheres.

 

JO: Como pretende fazer a gestão da previdência municipal?

 

Temos compromisso com a amortização do déficit atuarial do Fapes (Fundo de Previdência dos Servidores Públicos de Toledo), por isso criaremos uma tabela de amortização viável, que parta do pressuposto que esta dívida não pode ficar maior e sim, necessita ser gradativamente reduzida. Esta proposta será discutida com servidores ativos e inativos, por meio de comissões, assumindo um compromisso honesto, transparente e viável.  Também assumimos o compromisso de que nenhum recurso será retirado do fundo previdenciário dos servidores municipais. Em respeito ao dinheiro dos servidores, faremos inclusive uma auditoria para apurar onde foi gasto o recurso de R$ 7 milhões retirado do Fapes em 2017. Também é importante considerar que Toledo possui mais aposentados e pensionistas que servidores na ativa. Logo, se não fizermos novas contratações, por meio de concursos públicos, não tem como equilibrar esta conta… e isso nós faremos!

 

JO: Quais serão suas prioridades na área da Saúde em Toledo?

 

A taxa de mortalidade infantil e a taxa de mortalidade materna em Toledo é maior do que o índice nacional (com destaque à mortalidade materna, com 64 versus 96 a cada 100 mil nascidos vivos). Apesar disso, neste ano Toledo reduziu o investimento no programa Mãe Dedicada, que tem como objetivo justamente fortalecer o pré-natal. Os índices são graves, afinal é pelo pré-natal que começa atenção à saúde que o indivíduo deve receber ao longo de sua existência. Atualmente, Toledo possui 21 equipes de Saúde da Família, o que nem se aproxima do preconizado. O Ministério da Saúde recomenda que os municípios tenho uma equipe Saúde da Família para cada 3.000 habitantes. No entanto em Toledo cada equipe é responsável por 6.800 pessoas. É mais barato prevenir que a população adoeça, do que tratá-la, mas hoje Toledo faz o inverso. Como consequência, gasta muito e oferece muito pouco em saúde. Defendo sim um grande investimento na saúde, mas um investimento inteligente, que garanta a qualidade no serviço oferecido à população. Para isso, começaremos com uma auditoria nas contas da pasta. Em seguida, trabalharemos pelo fortalecimento da atenção básica, investindo no diagnóstico precoce e ampliando o número de equipes de saúde da família.

 

JO: Como fomentar o ensino e o esporte de qualidade no município?

 

Queremos uma cidade cheia de oportunidades diante do futuro, que assuma seu papel na Educação Infantil, na destinação dos recursos e do esforço de planejamento. Para isso, é indispensável apostar na Gestão Democrática da Rede, garantindo o processo de eleição direta de diretores das escolas e Cmeis públicas, mas também fortalecendo os mecanismos de participação direta das comunidades escolares na definição dos objetivos, no diagnóstico dos problemas e na produção de demandas ao poder público, que deve assegurar a resolução de tais demandas. Não podemos abrir mão de questões básicas como ofertar formação continuada, cumprir as diretrizes do Fundeb, adequar e organizar o número de alunos por sala de aula e limitar o número de alunos por sala quando houver alunos Portadores de Necessidades Educacionais Especiais. Ofertaremos vagas em tempo integral nas escolas e Cmeis do município, através da contratação de mais servidores para as unidades escolares, por meio de concursos públicos, além de, evidentemente, viabilizar a construção de novos Cmeis. Esta ampliação precisa estar aliada ao incentivo ao esporte, à arte e à cultura. Por isso garantiremos a democratização de acesso aos recursos, por meio de um fundo municipal de projetos voltados ao esporte, com incentivo a diversas modalidades, idades e gêneros.

 

JO: Suas considerações finais.

 

Sou candidata a prefeita de Toledo porque represento, ao lado de meu vice Cosmes Francisco, um projeto construído a muitas mãos, de uma cidade socialmente justa, inclusiva e ambientalmente sustentável. Acreditamos na força da participação popular, e defendemos que os conselhos tenham poder deliberativo. Toledo merece o povo no comando de suas ações. Para esta importante tarefa conto com a experiência de Seu Cosmes, um dos primeiros moradores do Jardim Panorama, um pai de família dedicado, trabalhador da mão calejada, que sabe como poucos o que – de fato – a população toledana precisa e merece. Se você também acredita que é possível, no dia 15 de novembro vote com sua coragem, vote Cláudia Mallmann, 50!

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