Caldense derrota o Atlético-MG de virada e atinge marca histórica no Mineiro

Não foi uma missão fácil, mas a Caldense conseguiu encontrar a vitória no confronto contra o Atlético-MG por 2 a 1, nesta quinta-feira, no estádio Ronaldão, em Poços de Caldas (MG), pela sexta rodada do Campeonato Mineiro. A partida foi marcada pela ofensiva da equipe do interior na maior parte do segundo tempo. Com o triunfo, fez história ao vencer, na mesma temporada, os três maiores clubes de Minas Gerais: Atlético-MG, América-MG e Cruzeiro.

O Atlético-MG, que vinha com a melhor campanha de Estadual do século, com cinco vitórias em cinco partidas, perdeu o aproveitamento perfeito, mas segue na liderança do Campeonato Mineiro, com 15 pontos. A Caldense, por sua vez, está em terceiro lugar, com 11.

Durante o primeiro tempo, a atuação da equipe comandada pelo técnico Cuca estava superior e refletiu o bom momento do time, chegando ao intervalo com vantagem. Na segunda etapa, no entanto, a Caldense voltou disposta a reagir e virar o jogo. Vencer o Atlético-MG significaria atingir novamente uma marca obtida apenas em 1974: triunfar perante os três grandes de Belo Horizonte. E conseguiu.

O Atlético-MG entrou em campo disposto a ampliar a sua marca de 100%, com média de três gols por partida. Logo aos três minutos, Hulk mostrou a que veio e tentou uma jogada individual, mas foi parado em pouco tempo. O ritmo do jogo já era quente e quase foi marcado pênalti aos quatro, quando houve um toque de bola no braço de Júnior Alonso. O banco do time de Poços de Caldas seguiu reclamando, porém o árbitro apenas mandou que a partida seguisse.

O Atlético seguiu pressionando no ataque, com Nacho Fernández encontrando Vargas em um ótimo passe aos 10 minutos. Arriscando, o chileno mandou de longe, vendo a bola ser desviada pela zaga da equipe interiorana e terminando nas mãos do goleiro Passarelli, que segurou sem dificuldade.

Nacho Fernández teria grande participação no primeiro gol da partida. Após cobrança de falta do argentino, Keno chegou na bola e cabeceou em cheio para o gol, colocando a bola no canto de Passarelli, sem chances de defesa, aos 22 minutos.

Keno seguiu criando chances, mas a Caldense começava a mostrar sinais de reação e quase marcou aos 38 minutos, com Danilo Belão mandando a bola em direção ao gol com um chute forte. Outra chance da equipe de Poços de Caldas veio aos 39, quando Rafael Peixoto deu trabalho para o goleiro Everson ao cabecear com muito perigo.

O segundo tempo foi todo da Caldense, que logo aos dois minutos já deu trabalho ao goleiro adversário, com Gabriel Tonini chutando forte. O empate não demorou a acontecer porque, aos quatro, Verrone recebeu bola de Amarildo e não desperdiçou, finalizando em cheio no gol de Everson, que nada pôde fazer.

O Atlético-MG assistia a reação da equipe de Poços de Caldas sem muito o que fazer, tentando abrir espaços e cometendo muitos erros, além de faltas. A primeira grande chance para o time de Cuca veio apenas aos 24 minutos, com Savarino cruzando e a bola passando por Hulk até chegar em Guilherme Arana. O lateral-esquerdo tentou um chute cruzado, mas não funcionou e foi para fora.

O ritmo do jogo era quente e o gol poderia sair a qualquer momento para qualquer um dos lados. Eduardo Sasha, aos 34 minutos, tentou marcar, mas, após receber de Savarino uma bola rasteira, chutou fraco demais para a defesa de Passarelli.

Everson, por sua vez, não teve a mesma sorte. A Caldense seguia no campo de ataque, embalado com o gol e buscando uma vitória de virada. Em um belo e rápido lance, Gabriel Tonini conseguiu tirar a bola de Hyoran, avançou em direção a área e, de fora ainda, chutou no canto com força. O goleiro atleticano se esforçou para fazer a defesa, mas não teve sucesso e o time da casa conseguiu a virada que tanto buscava, aos 36 minutos.

Faltou muito pouco para que a vantagem ficasse ainda maior com David Lazari, aos 44 minutos, tentando um chute forte após sair para o contra-ataque pela esquerda. A bola foi para fora. O Atlético-MG tentou, até os 51, chegar ao empate, com lance de perigo com Nacho Fernández que cobrou um esforço final de Passarelli.