De olho em Tóquio, Pia vê torneio nos EUA fundamental para crescimento da seleção

De olho na disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados em um ano por causa da pandemia do novo coronavírus, a seleção brasileira feminina de futebol está participando em Orlando, nos Estados Unidos, de um torneio amistoso com as donas da casa, Argentina e Canadá. Depois de golear as argentinas na estreia por 4 a 1, o time comandado pela técnica sueca Pia Sundhage foi derrotado no domingo pelas anfitriãs por 2 a 0.

Antes mesmo do término da competição – o Brasil enfrenta o Canadá nesta quarta-feira -, a treinadora se mostrou satisfeita com o nível de competitividade apresentado no Torneio She Believes até então. Segundo Pia, esse tipo de teste em alto nível é fundamental para o crescimento coletivo do grupo.

“Com esse jogo, com o último também (Argentina), assim como o próximo contra o Canadá, nós teremos algumas respostas. Estou muito feliz com a qualidade deste torneio, isso é muito bom para nós. Sabemos o que temos que trabalhar. Algumas partes do nosso jogo estão indo muito bem, especialmente quando estamos criando chances, tanto nos contra-ataques quanto na posse de bola no último terço do campo. Então pudemos mostrar para as jogadoras um jogo bem jogado”, afirmou a sueca.

“Olhando para frente, temos que nos atentar com a forma de nos defender e o nível de preparo físico. Temos mais alguns meses até as Olimpíadas, então estou desapontada porque perdemos e cedemos dois gols, mas ao mesmo tempo estou feliz porque temos o que melhorar após esse 2 a 0”, explicou a treinadora do Brasil.

Além de comentar sobre o desempenho coletivo da seleção, Pia também aproveitou para analisar alguns destaques individuais do Brasil – tanto na defesa quanto no ataque. Na retaguarda, a comandante elegeu a zagueira Rafaelle como a melhor atleta em campo. Já no comando de ataque, a técnica sueca elogiou a velocidade oriunda da conexão entre Ludmila e Debinha.

“Acho que a Rafa foi a melhor jogadora em campo. Ela foi muito bem defensivamente e também no ataque. Ela será muito importante para o nosso caminho até os Jogos Olímpicos. Também gosto de ter uma atleta canhota no sistema defensivo como a Tamires. Acho que as jogadoras de frente foram bem também, lembrando que estamos jogando contra atletas muito habilidosas, campeãs mundiais. É importante analisar outras defensoras, claro, para termos mais opções. É por isso que temos mais partidas no horizonte”, comentou Sundhage, antes de analisar o sistema ofensivo.

“A Ludmila criou boas chances porque é muito rápida. Acho que há espaço para melhora entre as duas, tanto a Ludmila quando a Debinha. Temos muitas opções nessa zona. Sabemos que com a Ludmila ganhamos bastante velocidade, ela é uma atacante forte. Se elas duas jogarem um pouco mais próximas, se conectarem mais, irão atuar ainda melhor juntas. É bem interessante observar essa dupla no ataque”, concluiu a técnica do Brasil.