Diante do Marília, Portuguesa está a um empate do título da Copa Paulista

A Portuguesa volta a enfrentar o Marília nesta quarta-feira, às 19h, no Canindé. O jogo vale o título da Copa Paulista, que dá acesso à Série D do Campeonato Brasileiro ou à Copa do Brasil. O campeão escolhe a competição que irá disputar em 2021. O torneio que restar fica com o vice. Isso significa que a tradicional equipe de São Paulo pode voltar a ter divisão na principal competição nacional depois de quatro anos de um calvário que parecia não ter fim.

Um passo crucial para que isso seja concretizado já foi dado. A Portuguesa venceu o jogo de ida, em Marília, por 2 a 1 e agora joga em casa pelo empate. Além de poder escolher a competição que irá disputar, o campeão receberá R$ 250 mil de prêmio. Um incentivo quase três vezes superior à folha salarial do time rubro-verde, que, conforme apurou o Estadão é de aproximadamente R$ 90 mil.

Sob o comando do técnico Fernando Marchiori, a Portuguesa chega à final com histórico de campeão. Das 12 partidas que disputou, venceu nove, empatou duas e perdeu apenas uma. É a melhor campanha da competição. Aliás, a mais vitoriosa.

Alcançar a decisão da Copa Paulista estava na lista de ambições do presidente Antônio Carlos Castanheira para o ano do centenário da Portuguesa. Na verdade, eram duas metas. A primeira, que era a de retornar à elite do Campeonato Paulista, não foi atingida. Mas a segunda, pode-se dizer que já foi concluída e com sucesso.

“Queremos iniciar 2021 com um calendário nacional”, contou Castanheira, ao Estadão, em junho. Isso acontecerá. Resta saber se será na Copa do Brasil ou na Série D. O critério de escolha só não fica com a Portuguesa se o Marília abrir uma vantagem de dois gols. Caso o jogo se encerre com a diferença mínima de um, o título será decidido nos pênaltis.

CENTENÁRIO EM MEIO À PANDEMIA – O ano do centenário da Portuguesa foi iniciado com a esperança de obter mudança. O clube precisava quitar dívidas trabalhistas, reforçar o elenco e avançar com o projeto de construção de uma Arena no Canindé. Tudo isso, claro, em um cenário onde o novo coronavírus não existia. Quando a pandemia de covid-19 chegou, afetou drasticamente a fonte de receita do clube e novas estratégias tiveram que ser traçadas.

Para isso, foi criada uma nova “equação”. Parte considerável dos direitos de imagem dos atletas foi cortada, sendo mantido como remuneração integral apenas o salário estipulado pela CLT. Como forma de arrecadação, o clube elaborou campanhas digitais e trouxe o torcedor para “perto”, apesar da pandemia tê-lo afastado.

O time rubro-verde conduziu um Drive Thru Solidário e dois confrontos virtuais, onde ingressos foram vendidos. A venda de produtos licenciados, como álcool em gel, também ajudou a abastecer os cofres do clube, enquanto as competições estavam paradas.

Com a volta dos jogos e a “pior” fase da pandemia em termos de arrecadação superada, a Portuguesa pôde dar continuidade a seus objetivos: subir para elite do campeonato regional e chegar a final da Copa Paulista, que lhe garantiria a entrada em uma competição nacional.

Na Série A2, o time foi eliminado para o XV de Piracicaba e ficará pelo quinto ano seguido na divisão de acesso. Caso não chegasse a decisão da Copa Paulista, o ano do centenário teria sido perdido, apesar de todo esforço. Mesmo se não sagrar-se campeã, em 2021 a Portuguesa volta ao calendário nacional.