Em forma, esgrimista Guilherme Toldo destaca treinos para Tóquio durante pandemia

Falta exatamente três semanas para a Olimpíada de Tóquio-2020 e a condição de Guilherme Toldo não poderia ser melhor. Durante a parada nos calendários esportivos por causa da pandemia do novo coronavírus, o esgrimista brasileiro aproveitou para intensificar a sua preparação e organizar seus treinamentos. Com o apoio de sua equipe técnica, ganhou um ânimo ainda maior, traduzido em resultado no Grand Prix de Florete em Doha, no Catar, disputado em março deste ano.

Mesmo em meio a todas as dificuldades trazidas pela covid-19, o atleta pôde se manter seguro e focado. O isolamento e a falta de competições, para ele, se tornaram uma chance de se concentrar em sua rotina e em seu fortalecimento com a ajuda de sua equipe.

“Chego muito bem, me preparei muito bem. Consegui aproveitar o momento de pandemia e quarentena a meu favor. Consegui me sobressair, perceber a parte cheia do copo. Pude aproveitar esse momento para me organizar da melhor maneira, contar com aquelas pessoas que fazem parte do meu dia a dia para evoluir naquele período difícil”, destacou Toldo.

Os resultados foram ganhos físicos e mentais. A confiança do esgrimista está em dia, assim como sua qualidade técnica, o que o credencia ainda mais como uma esperança de medalha olímpica para o Brasil. Se depender de sua motivação, isso será realidade. “Consegui colher frutos desse trabalho durante a temporada, ficar bem mais forte, resistente e concentrado. E também com aquela vontade de alcançar um resultado importante para o nosso país”, disse o atleta do florete.

Para cultivar essa confiança e o bom momento, Toldo se apoia em sua única atuação nas pistas em 2021: o Grand Prix de Florete, disputado em Doha. Na competição, que reuniu atletas da elite mundial, o esgrimista terminou entre os oito melhores e mostrou que tem muito a oferecer com o uniforme do Brasil.

“Venho de bons sentimentos na pista, de bons resultados na última e única prova do Circuito Mundial. Acabei ficando entre os oito melhores, então os sentimentos sobre a minha preparação são os melhores possíveis. Eu chego na Olimpíada como 15.º cabeça de chave, bem à vontade e afim de fazer um bom resultado”, finalizou.