Justiça invalida 1ª eleição e assegura Jorge Salgado como presidente do Vasco

Jorge Salgado será o próximo presidente do Vasco. Nesta quinta-feira, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em julgamento, determinou que a eleição presencial realizada em 7 de novembro e vencida por Leven Siano não teve validade. Assim, o resultado que conta é o da votação de 14 de novembro, online, em que Salgado foi o ganhador.

Foram dois votos contra a validação daquela eleição e apenas um favorável ao recurso que havia sido apresentado por Leven. E ele assegurou que não recorrerá da decisão da Justiça, aceitando a vitória de Salgado.

“Sou uma pessoa de palavra, portanto acato o resultado como eu mesmo propus. O Vasco não merece mais indefinição. Que os torcedores compreendam que a decisão de por um ponto final nisso é definitiva e é pelo Vasco”, afirmou, em nota oficial.

Diante da desistência de Leven de continuar com o caso na Justiça, Salgado já falou como próximo presidente do Vasco. “Torcida vascaína, agora sim. Vamos olhar para o futuro. E o futuro do Vasco começa agora, com a assinatura da Justiça”, escreveu em seu perfil no Twitter. “Vamos juntos colocar o Vasco onde ele deve estar. No topo. Como clube e como time. Hoje mesmo já estarei em contato com o presidente Campello para dar seguimento à transição. O trabalho continua”, acrescentou.

Salgado, pela chapa Mais Vasco, foi o mais votado na eleição de 14 de novembro, contra Julio Brant. Alexandre Campello, Leven Siano e Sérgio Frias, que haviam participado do pleito uma semana antes, decidiram ficar fora da eleição online.

Agora, então, Salgado assumirá a presidência do Vasco na segunda quinzena de janeiro, sucedendo Campello. “Parabéns ao Jorge Salgado! Desejo, com toda sinceridade, que consiga colocar o nosso amado Vasco de volta à rota de vitórias, crescimento e alegria. Nós, torcedores vascaínos, merecemos! Saudações Vascaínas!”, publicou Brant em seu perfil no Twitter.

ENTENDA O IMBRÓGLIO – A eleição de 7 de novembro aconteceu após, na noite anterior, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) liberar a sua realização. Mas duas horas antes do fim da votação, o pleito foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Após essa decisão, as chapas de Salgado, Campello e Julio Brant abandonaram a disputa, não a reconhecendo. No entanto, uma apuração apenas com a presença de fiscais de Leven e da chapa de Sergio Farias apontou a vitória da “Somamos”.

Uma semana depois, houve nova eleição, de modo virtual. Dessa vez, a disputa foi restrita a Salgado e Brant, com Campello, Siano e Frias não participando da disputa. E a vitória foi da chapa de Salgado. Mas depois da apuração, o STJ devolveu o caso ao TJ-RJ, que agora invalidou a primeira votação.