Luxemburgo diz querer ficar dois anos no Vasco para ‘brigar’ por coisas grandes

Vanderlei Luxemburgo cravou dia desses que vai salvar o Vasco do rebaixamento no Brasileirão. Garantiu aos torcedores que a queda estava fora de cogitação. Nesta sexta-feira, após derrota no clássico diante do Flamengo, por 2 a 0, e vendo a zona de perigo se aproximar, o treinador voltou a esbanjar confiança. Positivo, afirmou que deseja permanecer no clube por ao menos dois anos para “brigar” por coisas maiores não apenas no patamar nacional, mas também em competições sul-americanas.

“Não quero ficar um ano no Vasco, quero ficar dois e brigar na parte de cima da tabela”, afirmou, elogiando o clube e já prevendo como será a próxima temporada. “Com um grande time, reestruturado. Quero isso para terminar a carreira na elite do Brasil e América do Sul, com o Vasco disputando Libertadores e grandes competições sul-americanas”, divagou.

A realidade, porém, inspira bastante cuidado. O Vasco beira o rebaixamento e precisa urgentemente voltar a vencer. O próximo compromisso é um confronto direto com o Fortaleza, hoje na frente dos cariocas por um ponto. Os cariocas estão com 37 pontos.

“O que cabe a nós é manter o time na Primeira Divisão e buscar o Vasco que nós conhecemos, que é grandioso, que a gente sente orgulho de vestir a camisa”, enfatizou o treinador. “Esse Vasco que nós queremos resgatar.”

Depois de irritar os vascaínos ao declarar que o Flamengo “está em outro patamar” após a derrota no clássico, Luxemburgo se “explicou” nesta sexta-feira. Ele exaltou o Vasco e tentou amenizar o clima ruim com alguns torcedores.

“A grandeza do Vasco é igual do Flamengo. Essa camisa pesa demais, tem grandes conquistas, como o Flamengo. O que eu quis dizer é que foi nesse jogo, mas a rivalidade já estava no contexto”, minimizou.

E foi repetitivo para se defender. “A grandeza do Vasco ninguém vai tirar. Você pode entrar num jogo como o de ontem e ganhar. Igualamos no segundo tempo e fomos para o pau. O Vasco não pode se sentir menor que o Flamengo nunca.”