‘Muita juventude, muita categoria e muita qualidade’, diz Holan sobre o Santos

Prestes a enfrentar o San Lorenzo pela Libertadores, na terça-feira, o técnico do Santos, Ariel Holan, deu entrevista a TV Santos, comentando seu primeiro mês no comando da equipe. Com o retorno de Soteldo, Holan avalia que tem conseguido passar seu estilo para os jogadores, mas que ainda falta eficácia.

Holan iniciou a entrevista relatando muita alegria em estar comandando o time paulista, afirmando que considera o Santos “um time com muita juventude, mas com muita categoria, muita qualidade, muito futuro e muita projeção”. Em relação ao momento atual, entende que “cada vez temos uma equipe mais competitiva”.

Fazendo menção ao momento atual de pandemia de covid-19, o treinador avaliou que estar no Santos é “uma fantástica oportunidade” em um “momento muito difícil para a humanidade, muito difícil para todos os países, muito difícil para o Brasil”. E por isso, ressaltou que é muito importante fazer um trabalho específico e muito intenso com todos os jogadores juvenis do clube.

O treinador comentou o retorno de um dos destaques do Santos, o meia Soteldo, que ficou alguns dias a mais em viagem à Venezuela por não conseguir voo para retornar ao Brasil e, agora, aguarda resultado de teste de covid-19. Holan mencionou a situação do meia, afirmando que “o Soteldo falou conosco e há muito tempo ele não podia estar na Venezuela com seus familiares. Fizemos uma licença de 4 dias, lamentavelmente teve problemas com o voo privado que tinha contratado”.

O argentino ressaltou que é muito importante observar as necessidades pessoais dos jogadores. “Somos uma família e temos que estar todos juntos”. O treinador destacou, porém, que é necessário manter o profissionalismo. “O Santos está primeiro que todos os interesses pessoais que todos possam ter, mas no campo de jogo, é preciso ser muito exigente porque no futebol a eficácia é muito importante.”

Nesse ponto, Ariel Holan destacou que chegar ao ideal de eficácia é mais complexo em razão da juventude da equipe. “Às vezes a eficácia na juventude não é uma característica porque precisa fazer experiência mas estou convencido que vamos poder chegar a eficácia com o decorrer das semanas de treinamento.” Considerou, também, que a suspensão dos jogos do Campeonato Paulista em razão de medidas estadual para controlar o contágio de covid-19 serviu como uma ‘mini pré-temporada atípica, muito mini, muito mini’. Apesar disso, ele confia no trabalho que tem sido feito, afirmando que “vamos crescer, sem dúvida nenhuma, à medida que possamos fazer mais treinamentos”.

Em relação a jogar em sua terra natal, Argentina, Ariel Holan menosprezou qualquer emoção especial, sendo categórico: “para mim, o sentimento especial é estar no Santos, não importa contra quem joguemos, importa o futebol que queremos jogar”. Em relação à partida na próxima terça-feira, disse: “que possamos fazer um grande jogo em Buenos Aires e um grande jogo aqui no Brasil”.

O semblante sério do treinador argentino se iluminou quando perguntado sobre as aulas de português que ele e a esposa têm feito. Com um sorriso, respondeu estar na segunda aula. “Na próxima semana, vou fazer a terceira aula”. Afirmou também que deseja se comunicar melhor com os jogadores. “É muito importante falar em português com os jogadores, mas também estamos no Brasil e queremos falar.” Por fim, aplicando a si a mesma lógica de empenho para superar dificuldades que treina a equipe paulista: “tenho que praticar e falando, falando, falando, com erros, mas tentando falar melhor”.