Santos visita o duro Atlético-MG para evitar perigosa aproximação à zona de queda

Uma vitória no Brasileirão coloca os times no grupo que brigará por vagas na Libertadores e até pela taça. Mas passar muito tempo sem somar um triunfo acaba deixando as equipes ameaçadas. É o caso do Santos. Em jejum de cinco partidas, deixou de sonhar com o topo da tabela e agora precisa desencantar diante do duro Atlético-MG, às 19 horas, no Mineirão, para abrir distância da temida zona de queda.

Mesmo no 10º lugar, somente dois pontos separam a equipe paulista do Cuiabá, hoje o primeiro da zona de rebaixamento, com 11 pontos. Depois se sofrer com o fantasma da queda em boa parte da edição passada, os santistas não querem repetir o sufoco de 2021, quando jogaram diversas rodadas sob pressão do resultado e só no fim respiraram aliviados.

Desencantar no Brasileirão é também acabar com incômodo jejum contra o atual campeão em seus domínios. Desde 2017 que o Santos não triunfa contra o Atlético-MG em Belo Horizonte – fez 1 a 0 com gol aos 49 do segundo tempo. Depois disso, são quatro derrotas e um empate sem gols. Nas últimas dez idas à casa do oponente, perdeu sete vezes, com outros dois empates.

“Vamos enfrentar um time poderoso, com grande elenco e comissão técnica. É um dos candidatos ao título, ao lado de Flamengo e Palmeiras, e precisaremos fazer um belo jogo”, afirma o técnico Fábian Bustos.

Uma das preocupações do treinador é com as bolas cruzadas para a área, justamente o que determinou o empate com o Inter. O argentino quer marcação forte nos laterais e armadores do Inter para evitar, sobretudo, que Hulk receba entre os zagueiros. Sandry tem tudo para ser novidade na marcação em Belo Horizonte.

Ao mesmo tempo em que tentará neutralizar as principais jogadas do Atlético-MG em seu estádio, o Santos precisará “encaixar” contragolpes para findar com o longo e perigoso jejum de vitórias. A ordem é resgatar fora de casa os pontos desperdiçados como mandante nos empates com Ceará (0 a 0), Internacional (1 a 1) e na derrota para o Palmeiras (1 a 0).

“Não fizemos o dever de casa, então temos de buscar (a vitória) fora”, enfatiza Lucas Braga, novidade diante do Inter e que sonha com a permanência no time titular. Sem Léo Baptistão e Marcos Leonardo, mas com Ângelo de volta, o Santos pode mais uma vez ter um setor ofensivo diferente.

O Atlético-MG pretende fazer o Santos de bode expiatório após perder por 5 a 3 para o Fluminense. Depois de 11 anos, o time mineiro voltou a sofreu cinco gols em um único jogo e a ordem é redenção imediata.

Astro do atual campeão, Hulk definiu como “inadmissível” perder por cinco gols e, culpando todo o coletivo do Atlético-MG pelo revés, pede uma resposta no Mineirão, com inteligência. “Temos de buscar a reabilitação, dar a volta por cima para que isso não aconteça mais.”

Antes da surra no Maracanã, o Atlético-MG vinha de bom empate na casa do Palmeiras que o deixou bem na briga pela liderança. Ganhar dos cariocas seria dormir na ponta, mas nada deu certo. O time viu o primeiro lugar mais distante e ainda despencou para quarto. Não deixar os rivais se distanciarem é outra meta.

Com o trabalho colocado em xeque pela torcida algumas vezes desde o início do ano, o também técnico argentino Antônio Mohamed sabe que precisa de uma resposta positiva para evitar novos ruídos em seu trabalho. Ele pede para o Atlético-MG esquecer o jogo passado.

“Foi um jogo difícil de explicar, uma noite para ser esquecida e esperamos nos levantar já no sábado”, prega o treinador, que terá Guilherme Arana de volta, mas não contará com Nathan Silva, suspenso, na defesa.