Projetos de acessibilidade do Colégio Sesi são destaques em FIciências

A Feira de Inovação das Ciências e Engenharias, FIciencias, é uma das principais feiras brasileiras que difunde o ensino e a pesquisa nas áreas de ciência e engenharia. Estudantes do Colégio Sesi no Paraná se destacaram na edição de 2020: equipes se classificaram em 2° lugar no ranking geral, além de terem conquistado 4 ouros, 2 pratas e 3 bronzes em áreas específicas.

“Uma das premissas do Colégio Sesi da Indústria é que os alunos tenham senso crítico e capacidade de resolver problemas. Receber o reconhecimento dos projetos desenvolvidos pelos nossos estudantes é, também, um reconhecimento para a instituição. Demonstra que estamos conseguindo transmitir aos nossos estudantes o conhecimento e, além de formar ótimos profissionais, estamos formando ótimas pessoas”, comemora Jacielle Ribeiro, coordenadora de educação do Sistema Fiep.

Em destaque, estão os projetos de acessibilidade desenvolvidos pelos estudantes. No segundo lugar geral, ganhou o projeto “Palavras para quem não vê”, desenvolvido pelas alunas Adriana Fang e Giulia Moreira Demarchi do Colégio Sesi Internacional de Foz do Iguaçu. As estudantes criaram uma impressora que faz a digitação do texto em braile, feita com peças Lego Mindstorm ev3. “Foi muito gratificante conseguir este reconhecimento na FIciências. Foram horas e horas de trabalho intenso com níveis de estresse altos e adrenalina lá em cima, mas valeu a pena. Acredito que são nesses momentos em que mais aprendemos e nos desenvolvemos pessoalmente, porque temos que lidar com diversos sentimentos e emoções juntas, mais a pressão externa, então só os fortes sobrevivem!”, comemora Giulia, rindo.

Já o “Masteca”, projeto desenvolvido pelos estudantes Maria Luiza de Souza, Miguel Justus Rozanski e Pedro Henrique Aguilera do Colégio Sesi CIC conquistou o primeiro lugar da categoria Criatividade e Inovação e também o primeiro lugar da categoria Ciências Humanas. O “Masteca” consiste em uma mesa educacional que pretende facilitar a educação de conceitos de matemática e geometria para crianças e adolescentes com deficiência visual. Steyce Dayane Lopes foi uma das estudantes que iniciou o projeto e, agora já graduada, atua como co-orientadora do grupo. “Ver o ‘Masteca’ crescer é extremamente gratificante. E esse crescer não é só do projeto em si, mas também de nós que estamos envolvidos com ele. Já estamos na fase III e cada vez mais temos um apego fraternal com o projeto. Cada detalhe é feito com enorme amor e com a motivação de que queremos fazer a diferença. Então, quando recebemos essas premiações, ficamos extremamente contentes pelo reconhecimento, por sabermos que de alguma forma estamos fazendo a coisa certa”, conta a egressa.

Também do Colégio Sesi em Curitiba, mas da unidade Internacional, no Campus da Indústria, destacou-se o projeto “Speak Race”. O jogo digital desenvolvido pelas alunas Eduarda Lopes Kurzawa e Giovana Pereira de Assis recebeu o primeiro lugar na categoria Engenharia e terceiro lugar na categoria Criatividade e Inovação. O “Speak Race” é um jogo que pretende gamificar o ensino de Libras para crianças ouvintes. Giovana comenta que este reconhecimento é só o começo: “estamos extremamente satisfeitas e felizes de ter nosso trabalho reconhecido e levar a pauta da acessibilidade e inclusão para uma das maiores feiras de ciências do país. Os nossos planos são de desenvolver melhor o jogo e disponibilizar para testes, depois queremos distribuí-lo para que as escolas possam ter acesso e fácil inserção da Libras na sua grade curricular”, afirma.

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