Servidores da Adapar suspendem greve durante negociações

Os funcionários da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) suspenderam a greve a partir da próxima segunda-feira (22), caso fosse mantida a proposta de plano de carreira entregue em projeto de lei à Secretaria da Agricultura. A deliberação pela greve foi aprovada em assembleia conjuntamente por Sindefesa e Senge-PR. O Sindivet e o Sintag também iriam aderir à paralisação.

Conforme o diretor presidente Senge-PR, Leandro José Grassmann, a greve está suspensa temporariamente, porque a Adapar estabeleceu um canal para negociação. “Ela nos repassou o anteprojeto e as negociações terão continuidade na próxima semana”.

Grassmann explica que os salários dos servidores estão defasados. “A ideia é que se faça a correção. Por isso, enquanto existir esse canal de diálogo com a Adapar não faz sentido falarmos em paralisação. Existem etapas a serem cumpridas e entendemos que o processo de negociação está aberto”.

MELHORIAS – O APL dos Servidores promove adequações e atualizações na lei que criou a carreira da Adapar. O texto busca modernizar a Agência e prepará-la para conquistar novos mercados que melhor remuneram, tendo em vista a recém reconhecimento Internacional do Paraná como “Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação”.

Neste sentido, os servidores solicitam melhorias na remuneração, pois além de não terem a reposição da inflação acumulada em 29,52%, os servidores da Adapar recebem quase metade do que Santa Catarina paga, sendo o maior concorrente nas exportações do Agronegócio. Em comparação a outros estados, o salário dos servidores da Adapar está em 8º lugar, abaixo de estados que não possuem relevância para o agronegócio nacional.

“O valor inicialmente proposto pela Adapar sequer repõe a inflação acumulada em 29,52% e, na avaliação da categoria e de informações da Adapar, apenas repõe um valor referente ao reajuste de 2011 concedido a todos os servidores do estado, exceto a recém criada Adapar”, dizem os sindicatos que encaminham a carta.

QUALIFICAÇÃO – Para o coletivo, a remuneração proposta pelos servidores faz jus para atender as demandas do agronegócio do Paraná, que é referência nacional, e também trará diferenciação de remuneração, com base legal, entre as carreiras da Adapar e outras dentro do PR e do Sistema Seagri.

“Apenas como comparação nesta concorrência por profissionais qualificados, registramos que o PR é responsável por 53% da produção bruta da agropecuária (VBP) dos Estados do sul, contra apenas 14% de Santa Catarina e 33% do Rio Grande do Sul”, esclarece a carta.

De acordo com os servidores da Adapar, mesmo recebendo metade do que Santa Catarina, eles “são os únicos no Estado que, por força da constituição, lei federal e estadual e acordos internacionais, podem Certificar e Validar a Produção e a Exportação do Agronegócio Paranaense, trabalho este finalizado em parceria com Ministério da Agricultura”.

Para os servidores, portanto, o anteprojeto tem por objetivo reconhecer o trabalho dos profissionais da Adapar e evitar a fuga de profissionais para outros estados, mantendo no Paraná a capacidade e a alta qualificação profissional que promoverá o desenvolvimento do estado.

Da Redação*

TOLEDO

*Com informações da Assessoria