Coreia do Sul pretende cortar emissões de carbono em 40% até 2030

A Coreia do Sul estabeleceu, nesta segunda-feira, 18, uma nova meta para combater as mudanças climáticas ao longo da próxima década. Disse que, até 2030, pretende cortar a emissão de gases do efeito estufa em 40% abaixo dos níveis de 2018.

O país enfrentava críticas de que seu plano inicial, de reduzir 26,3%, era muito modesto. Na promessa de oferecer contribuições mais fortes para controlar o aquecimento global, antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26) no próximo mês, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse que o novo objetivo é o “mais entusiástico” que o país poderia definir nas atuais circunstâncias. A Coreia do Sul planeja ser neutra em carbono até 2050

“Se comparado com economias avançadas, que alcançaram o auge de emissões nos anos 1990 ou 2000 e tiveram um período mais longo para diminuí-las, nós temos que reduzir as emissões de gases do efeito estufa em um ritmo muito mais rápido, mesmo chegando no auge de emissões apenas em 2018, então a nova meta é bastante desafiadora”, disse Moon em uma reunião do comitê presidencial sobre objetivos climáticos.

O plano do comitê, que será formalizado em uma reunião de gabinete na próxima semana e apresentado na COP-26, inclui a meta de cortar emissões da geração de eletricidade e calor em 44,4%, em comparação com os níveis de 2018, até 2030.

Para isso, a Coreia do Sul pretende limitar as termelétricas e aumentar as fontes de energia renováveis. O país também busca reduzir o uso industrial de combustíveis fósseis e acelerar a transição para veículos elétricos e movidos a hidrogênio.

Moon prometeu uma meta mais ambiciosa de redução de emissão de carbono quando participou de uma conferência virtual sobre o clima, convocada em abril pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Também disse que o país não irá mais financiar a construção de usinas movidas a carvão em outros países, embora sua promessa não inclua a participação da Coreia do Sul nos projetos em desenvolvimento de duas novas usinas termelétricas na Indonésia e no Vietnã.