“Apac de Toledo será referência”, diz presidente

Na fase final das obras, a unidade da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Toledo poderá começar a funcionar em novembro deste ano. Essa é a expectativa do presidente da entidade Edson Luiz Carollo. A parte física da obras está praticamente concluída, faltam alguns detalhes.

A visita do gerente de Metodologia da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, Daniel Luiz da Silva, na tarde de ontem (20), foi importante para direcionar a equipe para os últimos ajustes na segurança interna do local.

A Apac de Toledo é única e foi construída a partir da metodologia do sistema. Carollo conta que as demais unidade no Brasil são prédios antigos repassados por prefeituras e todas necessitaram de adaptações para os aposentos das pessoas, ambientes para oficina de trabalho, refeitório, cozinha escola, panificadora escola e espaços para oficinas e profissionalização dos recuperandos.

“A Apac de Toledo encaminha para ser um modelo da maneira como a obra foi distribuída e harmonizada. No Paraná ela será referência. Já ouvimos isso de diversas entidades como o Sistema Judiciário, comitivas de outras cidades e o Depen do Estado”.

O local começa a receber os móveis e equipamentos – Foto: Franciele Mota

OBRA – A Apac de Toeldo está localizada no bairro Jardim Anápolis, nas proximidades da BR-163. O terreno é de 6.400 metros quadrados. O engenheiro da obra e vice presidente da Apac Ernani Magnabosco cita que a unidade tem 1.310 metros quadrados.

Foram 20 meses de construção com uma importante contribuição da população. “A comunidade nos ajudou bastante. Foram empresas, pessoas físicas que colaboraram muito. Hoje a unidade é uma referência. Nós recebemos muitas visitas de representantes de outras Apacs para conhecer a nossa estrutura”, conta.

FUNCIONAMENTO – Em novembro a unidade deve começar a receber os primeiros recuperados. O presidente da Apac de Toledo Edson Luiz Carollo comenta que a partir do convênio assinado pelo Governo do Estado será possível ter um valor per capita por recuperando para custear as despesas. “O custo é considerado elevado. A nossa unidade ultrapassa a casa de R$ 100 mil por mês”.

Para estar na Apac o recuperando passa por um rigoroso processo de seleção. A Apac não se envolve nesse quesito. Carollo enfatiza que a finalidade da Associação é acolher os recuperandos. “A Apac tem a finalidade de agregar os recuperandos da Comarca de Toledo. A pessoa precisar estar cumprindo pena e a prioridade é para quem cumpre mais tempo a pena. Os critérios são transparentes e existe uma alta seleção. Também é preciso avaliar o nível psicológico da pessoa”, pontua.

A família do recuperando que vai para a Apac também deve morar em uma das cidades da Comarca. O presidente da Apac enfatiza que outra equipe de voluntários faz um trabalho semelhando com a família do recuperando de forma a auxiliar na retomada dos laços afetivos quando ele sair da unidade. “Na Apac ele terá que estudar, trabalhar, fazer comida, limpar o seu quarto, limpar o banheiro, entre outros serviços. Ele também vai aproveitar para fazer cursos, terá escola. É um ambiente positivo para que seja reinserido na sociedade”, complementa.

TRANSFORMAÇÃO – “A Apac quer transformar pessoas”, enfatiza o presidente da Associação. Carollo salienta que há um índice positivo de 80% das pessoas que passam pela Apac e que não reincidem no crime. “A nossa missão é dar uma oportunidade para aquela pessoa em um momento difícil ou em um momento de impulso. Queremos que quem passe pela Apac seja uma pessoa que se transformou, se insira na sociedade e faça práticas do bem”, finaliza.

Seminário

Nos dias 4, 11 e 18 agosto acontece o 3º Seminário de Estudos sobre o Método Alternativo de Gestão Prisional – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), na Comarca de Toledo. O evento será on-line com início às 18 horas. O seminário é aberto ao público e as inscrições são gratuitas através do site da link https://forms.gle/9pKnTBBRUnemBuBj7.

Da Redação

TOLEDO