Baixas temperaturas exigem cuidados redobrados da população

Preparem os casacos, os cobertores e o chocolate quente. Uma nova onda de frio avança pelo Brasil e promete derrubar as temperaturas nos próximos dias. O inverno, que começou no dia 21 de junho, já trouxe duas frentes frias com baixas temperaturas e formações de geadas. E a paisagem branquinha ao amanhecer deve se repetir até a próxima sexta-feira (30).

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o deslocamento do eixo mais instável de uma frente fria que avança sobre a região Sul do País também muda o tempo no Paraná a partir de hoje (27).

“Ao longo do dia, o avanço deste sistema frontal (frente fria) tem previsão de chuva, alguns raios (descargas atmosféricas) e condições de rajadas de ventos de moderados a fortes, principalmente a partir do Oeste do Estado”, segundo relato dos meteorologistas do Simepar.

A informação aponta que é esperado um declínio mais acentuado de temperatura da região Oeste a Sul do Estado com previsão de formação de geada entre amanhã (28) e sexta-feira (30). A previsão indica que amanhã a temperatura mínima deve ser de 1 grau e a máxima não deve passar de 12 graus.

Nesta quinta-feira (29), os termômetros devem marcar -1 grau e máxima de 13 graus. Já na sexta-feira, os termômetros podem marcar 2 graus de mínima e 17 graus de máxima. A partir do próximo sábado (31), a temperatura mínima sobe um pouco – 7 graus – mas a máxima não ultrapassa os 17 graus.

PROTEÇÃO – Com a previsão de baixas temperaturas alguns cuidados devem ser adotados com os animais de estimação colocando-os em um ambiente protegido das correntes de vento e do frio. Os hidrômetros, equipamentos que fazem a medição da água, também precisam de uma proteção. As baixas temperaturas podem acabar danificando os equipamentos que ficam expostos.

Apesar da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) já comercializar as ligações dentro das caixas subterrâneas, o gerente regional da Companhia Eduardo Arrosi conta que a maioria da população ainda tem o hidrômetro exposto.

“Neste caso, com a previsão de frio extremo, indicamos que essas pessoas coloquem uma proteção nos equipamentos, como uma caixa de papelão, por exemplo, porque a água pode congelar com temperatura abaixo de zero grau e danificar o hidrômetro”, explica.

Arrosi ressalta que ao solicitar a ligação de água da Sanepar, o usuário fica responsável pelo hidrômetro. Casos de vandalismo, quebra e problemas com o frio, por exemplo, o usuário pode entrar em contato com a Sanepar pelo telefone 0800 200 115 e solicitar uma avaliação. “Se for comprovado dano em virtude do frio e baixas temperaturas, a Sanepar fará a substituição, mas os custos serão do cliente”, complementa.

Tubulações de diâmetro menores e que também ficam expostas devem ser protegidas para evitar problemas com temperaturas abaixo de zero grau. Se congelar a água, a tubulação poderá expandir e quebrar. “Por isso, a orientação é para que as tubulações, principalmente as de diâmetro pequeno, fiquem protegidas, enterradas ou dentro das paredes”.

No caso das tubulações da Sanepar, o gerente regional esclarece que não há risco de congelamento porque, além de serem de diâmetro maior, elas estão enterradas, portanto estão protegidas.

PREJUÍZOS – O frio intenso também preocupa os produtores de hortaliças, sobretudo quando há previsão de formação de geada. Apesar de bonito, o amanhecer branquinho com flocos de gelo traz prejuízo para os produtores de hortaliças, principalmente quem planta folhosas como alface, couve, rúcula e almeirão.

O presidente da Associação dos Feirantes de Toledo (Afertol) José Martins conta que são 12 produtores de hortaliças no município, mas somente quatro têm estufas por conta do alto investimento para instalar o sistema. Com isso, uma geada forte pode comprometer a produção de quem trabalha a céu aberto.

“As duas geadas que já ocorreram neste ano trouxeram muitos prejuízos para esses produtores. Tivemos 100% de perdas de produtos. Só restou o que estava embaixo da terra como cenoura, batata doce, rabanete, mandioca e cebola. O restante ‘queimou’ com a geada”.

Se a previsão se concretizar, os produtores de hortaliças poderão amargar novas perdas e uma parte dos produtos sumirão das feiras de Toledo, como a alface. “Quem for cedo para a feira ainda poderá encontrar alface, por exemplo, porque tem pouca produção. Tem gente aqui em Toledo que chegou a perder 100 mil pés de alface”, conclui.

Da Redação

TOLEDO