Dia da Empregada Doméstica: a classe também sentiu a pandemia

No data de 27 de abril é comemorado o Dia Nacional da Empregada Doméstica. A data marca a trajetória de uma classe que muita já teve que lutar em busca da legalidade de seus direitos. Essa categoria também sofreu os reflexos da pandemia.

A empregada doméstica, Maria dos Santos, conta que desde adolescente trabalha na área. “Eu acompanhava minha mãe quando ainda era uma criança. Naquela época não tinha Cmei, então precisava ir com ela. Com o tempo fui aprendendo e com 15 anos já ganhava meu dinheiro com essa profissão”.

Maria conta buscou aperfeiçoamento e fez cursos para aprender as técnicas de lavagem a seco, reutilização e economia de água, mistura de produtos de potencializam a limpeza, tudo para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Para ela, manter o padrão de seus serviços permitiu sempre estar empregada e sustentar a família.

“No início, antes da legislação, eu trabalhava como diarista em mais de cinco casas diferentes. Mas depois acabei sendo contratada como emprega doméstica. Ter o registro na carteira foi muito melhor, apesar de ganhar menos por um período, eu tinha mais segurança e direitos garantidos sendo contratada por uma família”, relata.

IMPACTOS DA PANDEMIA – A empregada doméstica afirma que para quem trabalha bem não falta oportunidade do mercado. “Infelizmente, a pandemia mudou muito o poder aquisitivo das famílias. Vi muitas colegas que eram contratadas serem demitidas porque um dos patrões também perdeu o emprego ou teve o salário reduzido. Nossa classe também sofreu os impactos”, lamenta ao citar que muitas de suas colegas ainda não conseguiram retornar ao mercador de trabalho novamente.

A DATA – “O Dia da Empregada Doméstica é uma homenagem a santa padroeira. Diz a história que Santa Zita trabalhava de empregada doméstica para uma família, desde seus 12 anos de idade, na Itália. Ela era humilde e ajuda os mais pobres e se tornou a padroeira das empregas domésticas após sua morte”, conta Maria.

Da Redação

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