Educação ambiental: projeto forma cidadãos conscientes e responsáveis

Uma sala de aula a céu aberto, com cheiro de terra molha e muitas possibilidades. Entre mudinhas, adubos, vasos e plantas, adolescentes em situação de vulnerabilidade social participam de um programa de fortalecimento comunitário e educação ambiental.

O Projeto Florir Toledo capacita, profissionalmente, os jovens participantes com ações ativas para a proteção do meio ambiente, incentivando o protagonismo juvenil e fomentando o desenvolvimento social e econômico. Ele foi instituído no ano de 2006 e tem a educação ambiental como pano de fundo que direciona todas as ações.

O vereador Professor Oseias Soares coordenou o projeto por mais de dez anos. Ele conta que as atividades envolviam a teoria e a prática com parcerias nos diversos setores da sociedade como Secretaria de Meio Ambiente, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e Ministério Público, através da Promotoria de Meio Ambiente.

“Baseado no trabalho em rede e na transversalidade, buscamos com foco na educação ambiental a dupla mudança com o lema ‘Criando o jardim no jardineiro’, onde brincávamos com os conceitos de mudança interior e exterior em uma parábola de Rubens Alves: Quem veio primeiro? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro”, cita ao complementar que “havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecera”.

Soares explica que no Projeto os adolescentes buscavam lugares em escolas, praças e parques que estavam sem vida para renovar. Um destes locais foi o Parque do Povo Luiz Cláudio Hoffmann que contou com a criatividade dos adolescentes para renovar o paisagismo.

“E da ideia para o papel e do papel para a construção do jardim com mudas que eles mesmo aprendiam a desenvolver nas estufas do Florir. Com isso, podíamos observar a transformação em cada jovem, cada um em uma área em específica”, lembra.

TRNSFORMAÇÃO – Além das ações realizadas no município, os jovens do Florir Toledo também desempenharam atividades de impacto ecológico na região, como a Expedição do Rio São Francisco, coordenada pela Itaipu, partindo da nascente do Rio São Francisco Verdadeiro e até a foz do rio.

“Em cada cidade que margeia o rio, havia um ponto de parada com apoio logístico e estrutura do Exército Brasileiro. Criávamos um acampamento nas cidades e durante dois dias participávamos de diversas atividades relacionadas a educação ambiental e cultural naquela localidade, como oficinas de jardinagem, de proteção de nascentes, oficinas de educomunicação, grafitagem, entre outras”, lembra parlamentar.

O Professor Oseias Soares salienta que todas as ações com os adolescentes foram importantes para formar cidadãos, mas conscientes das suas responsabilidades com o meio ambiente. “Aprendi na prática, no setor público, que se você esperar que façam ou que de condição, as vezes nada será feito. Isto é realidade em todos lugares. E com as ferramentas que nos era disponíveis na época, aprendi a ver que a educação ambiental poderia ser uma ferramenta de transformação pessoal daqueles jovens”.

PREPARANDO O TERRENO – Com a pandemia da Covid-19, as atividades presenciais do Florir Toledo foram suspensas, mas o acompanhamento a distância permanece. Como vereador, o Professor Oseias Soares esclarece que sua atuação será de parceiro/apoiador. “Busco indicar ao Executivo que apoie esta ideia que é maior que qualquer um de nós”.

O atual coordenador do Florir Toledo Luiz Carlos Rucks pontua que, neste momento, várias ações estão em análise para serem implantadas assim que o programa voltar com as atividades presenciais. “Estamos elaborando um plano de contingência para o retorno gradativo das atividades presenciais do Florir Toledo. Estamos ‘preparando o terreno’ para retornar com muitos projetos e ações com os adolescentes”, conclui.

Da Redação

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