Investimentos no ensino remoto e capacitações passam de R$ 15 milhões

Há um ano a Rede Estadual de Ensino se preparava para migrar com as tradicionais aulas nas escolas para o ambiente remoto em virtude da pandemia. Em apenas duas semanas de atividades paralisadas surgiu o Aula Paraná e a maioria dos estudantes foi à frente de televisões, computadores e celulares, em uma mudança brusca, que exigiu muito de professores e estudantes. Aos poucos, contudo, a adaptação aconteceu e o próprio ensino a distância evoluiu, com a inclusão de novos formatos de aula, como via Google Meet, o principal atualmente.

Além do esforço de todos os profissionais da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte para seguir com o processo de aprendizagem durante a pandemia, houve investimentos em várias frentes que garantiram os melhores resultados do País. Somente em 2020, foram quase R$ 10 milhões para toda a estrutura necessária, como produção e edição das aulas gravadas, transmissão em três canais na TV aberta, aplicativo para smartphone e parceria com as quatro maiores operadoras de telefonia para acesso gratuito do aplicativo via 3G e 4G. Para esse ano, até o momento, a Secretaria tem contratos vigentes de cerca de R$ 3 milhões para a manutenção desse sistema multiplataforma.

“Estamos na pandemia, as escolas infelizmente estão fechadas, mas o Paraná é pioneiro na educação remota. Semana passada demos 150 mil aulas ao vivo todos os dias, via Meet. Todos os dias os alunos têm aulas nas quais podem enxergar os professores, os professores enxergam os alunos e eles se enxergam em suas turmas. As aulas acontecem no Paraná “, ressalta o secretário Renato Feder, lembrando que parte das inovações vão permanecer no pós-pandemia.

Ensino básico à parte, a Seed-PR também investe em cursos online extracurriculares e de formação tanto para estudantes quanto para professores. Os maiores exemplos são os programas EduTech e Formadores em Ação, ambos iniciados no segundo semestre do ano passado.

O EduTech, programa cuja aula inuagural aconteceu nesta quarta-feira (31), que ofertará com cursos gratuitos de programação, ciência de dados e desenvolvimento de animação e jogos, teve um projeto-piloto sem custos ao Estado com 10 mil alunos e mil professores em 2020. Para esse ano, as vagas foram expandidas – já são 65 mil inscritos – e o investimento é de até R$ 4,1 milhões (valor máximo do contrato, que pode ser menor dependendo do número de alunos participantes).

Já no Formadores em Ação, uma formação continuada voltada aos educadores com orientações sobre a prática docente e recursos tecnológicos, o investimento foi de R$ 1,1 milhão em 2020 sem pagamento de bolsas para os professores que orientaram grupos de 12 a 20 colegas de sua disciplina. Para todo o ano de 2021, o orçamento prevê até R$ 8,1 milhões ao programa, que até o momento já dobrou o número de cursistas .

Para esse ano está prevista ainda a contratação de aplicativos para o ensino da Língua Inglesa e de Matemática gamificada.

FEITOS EM CASA – Além de investimentos para contratação de serviços, a secretaria estadual da Educação também criou programas e ferramentas tecnológicas próprias que complementam ou dão suporte para o ensino remoto, como o Redação Paraná e o RCO 2.0 (Registro de Classe Online).

“São dois bons exemplos construídos dentro de casa, pela nossa própria equipe, ou seja, sem custo para direito de uso ou aquisição”, afirma o diretor de Tecnologia e Inovação, Gustavo Garbosa.

A plataforma de registro de frequência e de notas dos estudantes, que neste ano ganhou o Módulo de Planejamento, com planos de aula específicos para suas disciplinas e séries para quais leciona, com sugestões pedagógicas e encaminhamentos metodológicos, foi aprovada por mais de 97% dos docentes, segundo pesquisa interna.

Já o Redação Paraná, que usa inteligência artificial para alunos auxiliares e professores da rede estadual na correção de redações, passou por fase piloto de implantação com 255 mil alunos ano passado e agora já está disponível para toda a Rede Estadual de Ensino.

Da AEN