Locação de imóvel comercial sofre os impactos da pandemia

De uma forma ou de outra a pandemia afetou a vida de todos. Muitos inquilinos tiverem e ainda têm dificuldades para executarem na data de vencimento o pagamento do aluguel, seja comercial ou residencial. O atraso ou a falta de pagamento também gera impacto na vida financeira do proprietário do imóvel. Inquilino inadimplente pode ser despejado, mas será que esse é o caminho no contexto atual? Ou é mais válido e benéfico para os envolvidos buscarem uma negociação?

O mercado de locação de imóvel comercial tem sofrido um impacto mais acentuado. Desde março do ano passado, comerciantes de diversos segmentos têm enfrentado redução dos clientes diante das restrições e recomendações de isolamento, além disso, os decretos municipais e estaduais que determinaram o fechamento provisório de atividades consideradas não essenciais também interferiram diretamente nos contratos de locação.

“Desde metade do ano passado, até o momento atual, a procura por imóvel comercial para locação reduziu drasticamente”, pontua o sócio/administrador da Pacto Imobiliária, Kaue Poletto Murara. “O que notamos é que os empreendedores estão receosos em abrir uma nova empresa ou mudar para um local maior diante desse cenário. Diversos pequenos empreendedores fecharam o negócio em virtude da recessão e da baixa no mercado e isso tem gerado reflexos”.

IMÓVEIS DESOCUPADOS – No segmento de locação comercial, Kaue cita que no imobiliária existem imóveis ‘parados’ mais de seis meses. Ele destaca que antes da pandemia esses espaços – que são bem localizados – não estariam desocupados, mas sim com contratos firmados.

“Nos bairros a locação de imóvel comercial é diferente da região central da cidade. Nos bairros, geralmente, o valor de locação será menor. Por exemplo, no Centro de Toledo, uma sala comercial de 50 a 80 metros quadrados, o valor do aluguel será na faixa de R$ 5 mil a R$ 6 mil. Para um empreendedor que vai abrir o negócio já iniciar pagando esse valor na locação pode comprometer o orçamento ainda mais neste período pandêmico”, aponta.

NEGOCIAÇÃO – Kaue salienta que o momento é de negociação. Ele destaca que muitos proprietários tem aberto espaço para diálogo com os possíveis locatários no processo de negociação do valor do aluguel e essa medida tem favorecido as partes.

“É uma época para negociar, para tentar reduzir e não dar o ‘passo maior que a perna’. Para não deixar o imóvel desocupado, diversos proprietários aceitam propostas de reduzir o valor do aluguel nos primeiros meses da locação, assim também é uma forma de incentivar o empreender. A pandemia vai passar e o cenário vai melhorar novamente, por isso, é importante buscar alternativas para minimizar a situação atual”, declara.

Da Redação

TOLEDO