Pinhão: os benefícios nutricionais desse alimento típico da estação

O frio combina com pinhão cozido, na chapa e como ingrediente de diversas receitas. Quem gosta do alimento precisa aproveitar esta época, pois contempla o período de oferta do produto nos supermercados e demais segmentos da rede de alimentos.

“O pinhão é uma semente muito consumida na região sul do país. Esse alimento ajuda a prevenir doenças intestinais e favorece a digestão. Dentre os minerais encontrados no pinhão temos o ferro, cálcio, fósforo, zinco, magnésio, cobre, sódio, manganês e enxofre, contudo, o mais importante é o potássio, pois auxilia no controle da pressão arterial”, cita a nutricionista, Ana Paulla, ao mencionar que o alimento também é rico em fibras.

Ana destaca que o pinhão é um alimento energético, por isso, também precisa ser consumido com moderação e de acordo com a dieta de cada um. Ela cita que o pinhão é calórico e, nos dias frios, ao ser cozido ajuda a enriquecer a dieta daqueles que exigem mais energia como atletas, adolescentes, crianças e pessoas que o trabalho exige mais esforço físico.

O PINHÃO E SUAS PROPRIEDADES – A quantidade de fibras, segundo a nutricionista, corresponde a aproximadamente de 16% do ideal da diária necessária. “Quando cozido, cada 100 gramas de pinhão têm aproximadamente 170 calorias e três gramas de proteína em uma proporção e 33 gramas de carboidrato. Já em 33 gramas de carboidrato, cerca de 5,5 gramas são fibras e também apresenta significativas quantidades de fósforo e ômega 6 e 9. Pinhão é um alimento energético e precisa ser consumido sem exageros”, declara.

Ana destaca que o pinhão é nutritivo, porém, não deve ser consumido em excesso e isso é independente da forma de preparo. Ela reforça que toda a alimentação descontrolada e sem carga nutritiva adequada tente a gerar prejuízos para quem a pratica que podem ir além do excesso de peso.

“Ao fazermos um comparativo do consumo balanceado, é possível destacar que se a pessoa consumir cerca de 100 gramas de pinhão cozido ao dia, já atende as necessidades, diante da carga nutricional que possui, e isso não é considerada uma quantidade exagerada. Tudo precisa estar em equilíbrio e de acordo com as necessidades do organismo, visto que cada pessoa tem necessidades diferentes que variam de acordo com as atividades realizadas, entre outros fatores”, esclarece.

ALGUNS CUIDADOS NO CONSUMO – Ana faz um alerta em relação a escolha do alimento. A nutricionista explica que as sementes verdes não devem ser ingeridas, pois podem causar problemas como má digestão, náuseas e até situações de constipação. Ela pontua que isso pode acontecer devido o pinhão poder apresentar elevado teor de umidade, o que pode favorecer a presença de fungos no alimento.

Em relação as crianças, se elas podem comer ou não, Ana comenta que elas podem comer, mas isso já vai depender da alimentação praticada. “O pinhão tem aquela consistência mais firme, por isso, a oferta vai depender se a criança já aceita esse tipo de alimento, pois como se trata de uma planta, o pinhão pode ser ofertado no primeiro ano de vida do bebê. Vale ressaltar que por se tratar de criança é preciso que os pais ou responsáveis monitorem o consumo”, conclui e orienta a nutricionista.

Da Redação

TOLEDO