Volta às aulas: Procon lança pesquisa de preços que pode auxiliar na compra do material escolar

O retorno das aulas, ainda que no formato remoto ou híbrido, provoca uma corrida às livrarias e papelarias para comprar os materiais escolares. Com a lista em mãos, pais e mães buscam encontrar todos os itens solicitados pela escola com o melhor preço. Anualmente, o Procon de Toledo facilita essa busca e realiza uma pesquisa de preço nos estabelecimentos da cidade.

Neste ano, a equipe percorreu oito locais entre livrarias, papelarias e lojas de departamentos nos dias 1 e 2 de fevereiro. Foram 26 itens pesquisados com variações de modelos e tamanhos entre eles cadernos, lápis de cor, borracha, apontador, giz de cera, massa de modelar, tesoura, cola e tinta guache. A lista foi disponibilizada pelo órgão no dia 4 de fevereiro.

“O nosso intuito é mostrar para a população a variação de preços no comércio local e incentivar o consumidor a fazer a pesquisa dos itens para encontrar o melhor valor dos materiais escolares”, explica o coordenador do Procon Wellington José de Oliveira.

VARIAÇÃO – Entre os itens pesquisados, Oliveira cita que os de menor valor, como apontador, cola e borracha, tiveram a maior variação de preços, chegando a 200%. Uma borracha simples foi encontrada por R$ 0,50. O mesmo item e modelo era comercializado a R$ 1 em outro estabelecimento. A cola em bastão, por exemplo, em uma livraria custava R$ 2,99 e outro local o mesmo item estava por R$ 9,30, uma variação de 117,59%. Mas o maior índice foi identificado no giz de cera. O menor preço encontrado foi de R$ 2,90. O mesmo item, em outro estabelecimento, chegava a R$ 9.

“Nós observamos que a maioria dos itens estão dentro do tamanho padrão. Apenas alguns produtos, como cadernos, tiveram redução de folhas, e por isso os pais precisam verificar se essa alteração atende as necessidades dos seus filhos. No mais, a pandemia não alterou a demanda de produção dos materiais, logo não houve o desabastecimento destes itens”.

Por outro lado, o coordenador do Procon salienta que a pesquisa aponta que itens mais caros, como cadernos grandes de dez ou 20 matérias, tiveram variações mais baixas, entre 3,46% e 84,28%. Uma marca de cola branca e uma caixa de lápis de cor específica foram os únicos itens pesquisados que não tiveram variação de preço.

Em alguns locais, Oliveira cita que a equipe também encontrou muitos itens em promoção. Em alguns estabelecimentos, vários produtos ainda eram do ano passado. “Com paciência e pesquisa os pais conseguem encontrar itens em promoção, produtos que não foram vendidos em 2020 e podem ser utilizados neste ano. Para economizar vale até pegar uma marca diferente e que tenha a mesma qualidade”, pontua.

ORIENTAÇÃO – A compra de materiais escolares acaba utilizando uma parte do orçamento doméstico. A proximidade com Paraguai e os preços mais em conta acabam atraindo pais e estudantes para o comércio no país vizinho. O coordenador do Procon de Toledo Wellington José de Oliveira lembra que um produto comprado fora do país não tem a certificação específica que garante a segurança da utilização pelas crianças.

“Um produto comprado fora não tem a certificação do Inmetro, não foi submetido aos testes de qualidade e pode gerar uma série de problemas e riscos para a criança. É uma peça que pode se soltar com facilidade, um componente da tinta guache que pode causar alergia ou uma tesoura que não tem as especificações de segurança”, alerta.

Para evitar os perigos de uma compra sem a certificação, Oliveira orienta que os pais adquiram os materiais escolares no mercado nacional, e de preferência no comércio local. “É uma forma de fomentar a economia local e se, ainda tiver algum problema com o produto pode ir ao Procon para buscar uma solução”, conclui.

Da Redação

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