Toledo

Agência do Trabalhador nota falta de qualificação nos candidatos PCD ou reabilitados

A contratação de um PCD ou reabilitado acontece da mesma forma que os outros candidatos (Foto: Franciele Mota)

As pessoas com deficiência (PCD) enfrentam todos os dias os desafios de buscar uma vaga no mercado de trabalho. Após a implementação da Lei de Cotas, as empresas com mais de 100 funcionários devem incluir entre seus colaboradores pessoas com deficiência (PCDs) ou reabilitados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Lei 8.312/91 estabelece a proporção de colaboradores PCDs varia conforme a quantidade de funcionários na empresa.

Diariamente, na Agência do Trabalhador de Toledo são disponibilizadas vagas para PCD. Somente neste ano foram 68 vagas PCD abertas até a última sexta-feira (14). Para essas vagas a agência encaminhou 275 pedidos, quase cinco pessoas por vaga. Das 68 vagas, 35 foram efetivadas através da Agência. O órgão é uma das fontes de contratação. O candidato também pode ir direto na empresa em busca de oportunidades.

O gerente da agência Valduir Fernando Ferreira de Quadra conta que a maioria das vagas é na área operacional e as principais empresas que empregam PCD no município são as grandes indústrias. Mas na contratação há um entrave.

“As empresas solicitam qualificação necessária. Por exemplo, uma pessoa que vai trabalhar no caixa precisa ter uma escolaridade mínima, ou para manusear uma máquina é preciso ter conhecimento da área. Então, estamos nos deparando com a falta de qualificação dos candidatos”.

Além disso, Valduir comenta que a rotatividade dos trabalhadores PCD também é muito alta. Nos setores administrativos esse problema é menor e o cenário um pouco diferente, uma vez que muitas pessoas buscam cursos para se aperfeiçoar e crescer dentro da sua área.

 

DESAFIOS – Desde a implementação da Lei 8.312/91, as empresas que têm de 100 até 200 funcionários devem ter dentro do seu quadro de servidores 2% de PCDs ou beneficiários reabilitados. Empresas com 201 a 500% funcionários devem ter 3%; de 501 a 1000 funcionários 4%; e a partir de 1001 funcionários é preciso ter 5% de PCDs ou reabilitados do INSS.
Mas ainda alguns desafios para incluir os PCDs no mercado. Valduir pontua que é preciso conscientização das empresas para a necessidade da inclusão desses candidatos. “Em contrapartida, a qualificação dos candidatos é extremamente necessária e a permanência destes funcionários na empresa. A rotatividade dos trabalhadores não é boa para os dois lados”.

 

EFETIVADOS – A contratação de uma pessoa com deficiência ou reabilitada do INSS acontece da mesma forma que os outros candidatos. “Ele enfrenta todo o processo normal, com entrevista, dinâmica de conhecimento e o processo de integração. O que muda são os exames que são específicos de acordo com a limitação da pessoa”, finaliza o gerente.