Toledo

Alimentação equilibrada pode evitar aparecimento de diabetes gestacional

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes a diabetes gestacional é a doença mais comum na gestação (Foto: Graciela Souza )

Na data de 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), hoje existem mais de 13 milhões de brasileiros vivendo com a doença, isso representa 6,9% da população. A má notícia é que esse número não para de crescer.

Para entender melhor a doença, os especialistas explicam que a insulina é o hormônio responsável pelo controle de glicose (açúcar) no sangue. O corpo precisa da insulina para a utilização da glicose obtida por meio dos alimentos como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, esse trabalho é afetado. Com o nível de glicose no sangue elevado (hiperglicemia) por longos períodos, podem haver danos mais graves em órgãos, vasos e nervos. Segundo o médico, muitos brasileiros têm a doença e não sabem.

O JORNAL DO OESTE trouxe uma reportagem completa sobre os tipos de diabetes e os cuidados na edição de fim de semana. Nesta matéria, o enfoque é o Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), uma das doenças que pode atingir a gestante. O DMG consiste na intolerância aos carboidratos diagnosticada pela primeira vez durante a gestação.  Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) é o problema metabólico mais comum na gestação e tem prevalência entre 3% e 25% das gestações.

 “O diagnóstico só pode ser feito pelo médico, mas a DMG gestacional associa-se tanto a resistência à insulina quanto a diminuição da função das células beta e para ser classificado gestacional ocorre após no primeiro trimestre de gestação”, explica a nutricionista Renata Weber da Rocha Frantzezos.

Durante o período gestacional, a futura mamãe precisa ter uma alimentação rica em verduras, legumes, frutas, oleoginosas, evitar embutidos e sal em excesso. Além disso, precisa controlar a hiperalimentação. “Para evitar a doença, ela deve controlar a qualidade e a quantidade dos carboidratos ingeridos, lembrar sempre da ingestão de fontes de fibras e de gorduras boas, evitar o excesso de sódio cortando embutidos e alimentos industrializados”, explica a nutricionista ao destacar que esse comportamento evita o aumento dos níveis pressóricos e que a gestante desenvolva o diabetes tipo 2 após o parto.

 

PÓS-PARTO

Depois do parto a mulher pode continuar com a doença. Renata acrescenta que se no pós-parto a dieta que estava sendo utilizada for abandonada, aumenta os riscos de a doença permanecer. Ela aponta que alguns estudos mostram que um terço das gestantes com diabetes continuam com o distúrbio após o nascimento do bebê.

“Como nutricionistas devemos manter a conduta nutricional adotada no período gestacional para a diabetes desenvolvida a fim de evitar que ela se torne permanente. Vale lembrar também que devemos atentar para as próximas gestações, uma vez que o risco de desenvolver a doença nesse período é maior por já ter apresentado na gestação anterior”, alerta a profissional