Toledo

Alunos da FAG Toledo servem sopa para moradores de rua da cidade

Atividade de responsabilidade social virou uma aula a céu aberto para os acadêmicos que participaram da ação.
(Foto: Divulgação)

Uma atividade para ganhar nota. Este foi o primeiro pensamento dos alunos Vitor Klaus, Lucas Cavalheiro, Lucas Dias, Luan Koval e Jairo Preussler, do 1º período do curso de Gestão de Agronegócio da FAG Toledo, quando receberam a proposta de fazer um projeto de responsabilidade social, na disciplina de Ética, ministrada pela professora Maria Rita Pozzebon. Os estudantes decidiram fazer uma abordagem aos moradores de rua de Toledo, servindo uma sopa e levando donativos para eles. “Logo percebemos que seria uma experiência única para nós também, pois teríamos que fazer esta abordagem, conversar com eles e ali descobrimos histórias de vida surpreendentes e mais, que eles são pessoas como nós que passaram por tragédias que os levaram para a situação de rua”, explica o acadêmico Vitor Klaus.

Para o acadêmico Lucas Cavalheiro, a atividade foi uma aula cheia de ensinamentos. “Fiquei surpreso ao pedir dos motivos deles escolherem deixar família e morar na rua. Eles dormem com pouca roupa, pouca coberta, sem teto, com chuva e reclamam menos do que nós com a barriga cheia e conforto”, reflete.

O aluno Lucas Dias relata que os moradores de rua passaram por traumas que o colocaram naquela situação. “São história de arrepiar, eles são como qualquer pessoa, tinham trabalho, tem conhecimento, fizeram cursos. São pessoas que estão na rua não apenas por escolha, mas porque sentiram excluídos, brigaram com a família e se perderam em coisas erradas”, comenta. O momento também foi de grande aprendizado para o acadêmico Luan Koval. “Eu concluí que a vida só é bem aproveitada quando é aproveitada com amor. Ajudar o próximo e ter gratidão do que se está fazendo é algo bom e extraordinário”, reflete.

Além de bater papo, preparar e servir a sopa para os moradores de rua, os acadêmicos ouviram um pouco sobre as necessidades deles. “Eles vivem na rua, a roupa suja, desgasta, não tem onde lavar, então eles sempre precisam de roupas, meias, cobertas e quem tiver a oportunidade de aborda-los e fazer uma boa ação com eles, será bem recebido”, alerta o estudante Jairo Preussler.