Toledo

Biopark e Grupo Sempre Vida anunciam a instalação do Complexo Hospitalar de Saúde

Autoridades municipais, regionais e estaduais prestigiaram o evento (Foto: Janaí Vieira)

Promover a saúde preventiva e mais qualidade é um dos principais focos dos idealizadores do Complexo Hospitalar e de Saúde Sempre Vida que será construído no Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark) de Toledo. Na sexta-feira (9), o governador do Paraná Ratinho Júnior esteve no município e prestigiou o anúncio oficial da instalação. Para esse avanço na área da saúde foi estabelecida a parceria com o Grupo Sempre Vida.
O lançamento oficial contou com várias autoridades municipais, regionais e estaduais. Todos foram prestigiar a solenidade e ter mais informações sobre o empreendimento que deve envolver o valor aproximado de R$ 288 mil por leito, montante que representa R$ 55 milhões na obra geral.
“Viemos para Toledo com o intuito de agradecer as famílias Donaduzzi e Seyboth”, destacou o governador. “Toda obra na área da saúde é bem vinda. O governo é colaborador e parceiro. A Secretaria de Estado da Saúde tem trabalhado com a descentralização da saúde, ou seja, levar condições de atendimentos em que as pessoas não precisem ficar horas dentro de uma ambulância para receber o tratamento”.
O governador pontuou que a iniciativa é algo que permite melhorar as condições de saúde e beneficiar a região. “Nosso objetivo também é apoiar sejam com hospitais públicos, filantrópicos ou privados. Ao implantar um Complexo Hospital dentro do Biopark é possível reforçar a grandiosidade desse projeto inovador não apenas para o Paraná, mas para todo o Brasil”.

 

AVANÇO – “O hospital estava planejado faz muitos anos. O Biopark atua em áreas importantes: TI, biociências e ambiental. Na área de saúde, estamos montando um complexo que envolve várias universidades neste projeto para promover o ensino e pesquisa e, sobretudo, pesquisas de doenças sociais, como diabetes, doenças metabólicas, do coração, pulmonares, entre outras. Por isso, o Biopark precisa de um hospital”, enfatizou um dos idealizadores do Biopark Luiz Donaduzzi. “O mais importante desse hospital é que ele não vai cuidar da doença, mas da prevenção. Nós teremos que prevenir doenças. Elas impactam nas famílias e no custo para os tratamentos”.
Luiz salientou que é importante fomentar a cadeia do ensino e pesquisa na área de saúde. “Existe uma necessidade grande na região. Ela engloba 400 mil pessoas, desde o Oeste do Paraná, parte do Paraguai e Sul do Mato Grosso do Sul. E precisamos desse hospital, porque também vai facilitar o acesso a residência para os acadêmicos de medicina”.

 

PARCERIA – Em relação a escolha do grupo que irá alavancar o projeto do Complexo Hospitalar, Luiz explicou que foi lançado um edital e a proposta do Grupo Sempre Vida foi a que mais agradou e atendeu as expectativas para inclusão junto ao Biopark.

“Ao definir a parceria com o Biopark, se tivesse que escolher uma palavra, ela seria oportunidade”, destacou a diretora executiva Ana Carolina Hildebrand Seyboth. “São 65 de histórias, sendo trilhadas desde 1954. Nos desparramos faz dez anos com a necessidade de ir além da assistência terciária da saúde que é quando o nosso cliente chega na internação hospitalar. Nós entendemos que prevenir as doenças e promover qualidade de vida traz ganhos na relação ao custo da saúde, mas nos relacionamentos. Menos doentes, menos dor. A oportunidade é uma nova forma de entrada para um novo momento que a gente olhando para frente vê a necessidade de trazer tecnologia e realmente abrir as portas para Era da Saúde 4.0, onde a inteligência artificial, compilando dados pode fazer a essência que ela vai oportunizar”.
Ana Carolina reforçou que os avanços devem melhorar a interação de humano para humano. Além disso, com a tecnologia, a equipe possui a condição de conhecer muito antes de a doença chegar, pois, com o detalhamento de dados é possível chegar com a tecnologia para humanizar a saúde no limite da prevenção das doenças e qualidade de vida.
“A expectativa que temos é poder contar com os governos municipais da região e com o apoio do Governo do Estado do Paraná para a necessidade de implantação do hospital que traz na sua essência muitas exigências regulatórias que passam, necessariamente, pelas interferências dos governos em todos os âmbitos. Nós trazemos para o Biopark um plano de saúde verticalizado”, enalteceu.

 

FORMAÇÃO - A diretora executiva ainda reforçou que a intenção é criar uma articulação aproximada com Toledo. Em Marechal Cândido Rondon e com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) já existe um acordo de cooperação técnica. “Também pretendemos abrir as portas para a formação de médicos, enfermeiros e outras profissões relacionadas à saúde e que nos permitam formar acordos de cooperação, residências médicas e democratizar a saúde. Oferecer bases para ampliar o acesso das pessoas neste complexo hospitalar que tem por excelência prevenir doenças e oferecer qualidade de vida”.