Toledo

Biopark recebe seminário sobre controle biológico de pragas

O evento reuniu agricultores, estudantes de agronomia, pesquisadores e instituições (Foto: Franciele Mota)

De olho na produção no campo, no controle de pragas, e de que forma o agricultor pode aumentar a rentabilidade, a Câmara Técnica de Grãos do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), em parceria com o Parque Científico e Tecnológico de Biociência (Biopark), Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e Emater realizou na última quinta-feira (9) um seminário de Controle Biológico – Perspectivas de Expansão e Ganhos em Rentabilidade.

A programação aconteceu no auditório do Biopark e contou com a participação de cerca de 220 inscritos entre agricultores da região, acadêmicos de agronomia, professores, pesquisadores e instituições. Entre os temas abordados foi a perspectiva e a rentabilidade da soja, manejo de pragas e novas tecnologias para liberação de inimigos naturais

“O principal foco do Biopark desde o início das atividades em 2016 é junto com os demais atores do Oeste promover uma modificação em termos culturais e estruturais na cultura da região. Então, trazer o evento para cá é também trazer um pouco mais de ciência e tecnologia e agregar no status cultural e científico da comunidade do Oeste”, comenta a gerente geral do Biopark Rúbia Porsch.

O objetivo desse seminário é apresentar o atual panorama do controle biológico de pragas e promover o debate com produtores de grãos e demais agentes da região Oeste. A gestora da Câmara Técnicos de Grãos Patrícia Viana conta que o evento vem para ajudar a identificar as demandas no campo.

“Nós temos gargalos a serem trabalhados que foram identificados dentro da Câmara e dentro deles também a resistência dos agroquímicos, das plantas daninhas e pragas ao uso de agrotóxicos. Nesse evento vamos identificar algumas demandas e trabalhar no planejamento de ações e trabalhar na resolução desse gargalo que é o controle de agroquímicos”, cita.

 

RENTABILIDADE

Um dos assuntos apresentados no seminário é a rentabilidade da cultura soja, que segundo o coordenador estadual de grãos da Emater Nelson Harger é uma das reclamações dos agricultores. “Se observarmos os dados econômicos das últimas cinco safras, houve um aumento de 40% no custo de produção, nos custos relacionados a custo variáveis que envolvem insumos. E a campo os agricultores têm obtido nos últimos anos boas produtividades, mas eles reclamam da rentabilidade”, salienta. 

Harger conta que boas rentabilidades se tem quando tem boas produtividades, com preços e custos de produção ajustados. “Então, nós focamos naquilo que o agricultor pode trabalhar, principalmente nas questão dos controles de custo. Mas nós não entramos numa questão mais didática da formação dos custo, nós discutimos que o agricultor pode ter oportunidade de melhorias de rentabilidade sem acrescentar praticamente nada nos seus custos de produção, uma grande vantagem”, complementa.

Harger apresentou resultados de campo obtidos em propriedades agrícolas no Estado, novas tecnologias de manejo e resultados. “Nós discutimos bastante essas novas tecnologias que estão à disposição dos agricultores que podem utilizar, testar e adotar, e ter um salto de produtividade e ter melhores rentabilidades, para ter uma agricultura mais eficiente e mais competitiva”, conclui.

 

NOVIDADES

Encerrando as atividades do seminário o Presidente do Biopark Luiz Donaduzzi fez o lançamento do laboratório de controle biológico de pragas e doenças que será construído dentro das instalações do Biopark. Segundo o presidente ele vai dar suporte para trazer uma ou duas biofábricas para o parque. “Nós esperamos que isso traga ganhos para o agricultor, que consiga economizar na aplicação de inseticidas químicos. Então, é um ganho para o meio ambiente, mas sobretudo um ganho econômico para o agricultor”, complementa.