Toledo

Caravana Terra de Santa Cruz alerta sobre demarcações indígenas

O coordenador da Caravana Guilherme Martins e o voluntário Guilherme Balthazar estiveram no JORNAL DO OESTE (Foto: Janaí Vieira)

A Caravana Terra de Santa Cruz, do Instituto Plínio Correa de Oliveira (IPCO) esteve em Toledo na quinta-feira (18). O grupo visitou o JORNAL DO OESTE para falar da publicação do livro Paraná na ‘Agenda’ Indígena – Vítimas: Guaíra e Terra Roxa e destacar os trabalhos voltados aos pilares da Tradição, Família e Propriedade (TFP).

“Um dos nossos objetivos é alertar a sociedade sobre as demarcações do território indígena”, destaca o coordenador da Caravana Guilherme Martins. “Nos últimos anos, sugiram inúmeros pedidos de novas demarcações em municípios da região que envolvem terras produtivas com proprietários ativos”.

Uma das vertentes da TFP, conforme Martins, fala sobre o direito de propriedade privada. Ele pontua que a família é o esteio da sociedade e preceitos básicos como garantir permanecer e usufruir da terra adquirida integram essa rede.

No livro, ele cita o relato de um pequeno agricultor que vive situações de ameaças por parte dos índios, mediante o pedido de demarcação, o qual envolve a propriedade. “Ele e a família vivem do que a terra produz. Seria justo perder isso por conta de pretensos indígenas?”, indaga.

 

PRETENSOS INDÍGENAS

Outro ponto citado pelo coordenador é a questão dos pretensos índios. Segundo Martins, estudos apontam que desde a década de 50 não foi mais comprovada a presença indígena crescente nas áreas dos municípios de Guaíra e Terra Roxa e isso deve servir de alertar.

“Na capa do livro trazemos o flagrante de dois pretensos índios em uma moto emplacada no Paraguai. Também temos o relato de um dos líderes de uma invasão que ao ser chamado de indígena responde: ‘Índio não, paraguaio’. Quem afinal está lutando por essas demarcações? A sociedade precisa ficar em alerta”, finaliza.