Toledo

Com menos feriados, brasileiro vai trabalhar mais em 2019

Cinco feriados poderão ser prolongados (Foto: Franciele Mota)

O ano de 2019 começou e já tem gente de olho no calendário para conferir os feriados e as folgas. Dos 16 feriados e pontos facultativos nacionais, cinco poderão ser prolongados. O número é menor que o de 2018, que contou com ao menos dez feriados prolongados.

Para o empresário Leandro dos Santos, a quantidade de feriados em 2018 foi exagerada. Segundo ele, poucos feriados auxiliam no ritmo de trabalho. “O empresário tem mais horas trabalhadas, são poucos dias que deixa de movimentar a atividade. Para o funcionário é ruim, por ter menos folgas, mas para quem paga a mão de obra, tem mais dias trabalhados e isso faz girar a economia”.

Em 2019 o brasileiro ainda terá quatro folgas caindo em um sábado ou domingo, além de dois feriados que vão cair em uma quarta-feira, no meio da semana, o que impossibilita a emenda. No ano passado não houve nenhum tipo desse feriado.

Os dias oficiais de feriados nacional e pontos facultativos estão em portaria do Ministério do Planejamento Publicada no Diário Oficial da união publicado na última sexta-feira de 2018. A diferença entre feriado e ponto facultativo é que no segundo o empregador não é obrigado a liberar os funcionários. Além dos feriados nacionais, municípios e estado têm folgas oficiais baseadas em leis locais que não entram na conta da portaria do Ministério do Planejamento.

 

IMPACTOS

Para o economista Jandir Ferrera de Lima o número reduzido de feriados em 2019 impacta positivamente em quantidade de produção na economia, uma vez que os trabalhadores terão mais horas trabalhadas e, consequentemente, a produtividade das empresas tende a aumentar. Porém, ele lembra que pouco adianta ter mais produção, se não tem para quem vender. “A expectativa de aproveitar essas horas adicionais de trabalho no ano de 2019 depende da dinâmica da economia e da expectativa de crescimento que para este ano é de crescer em torno de 2% a 3%”.

Lima explica que essa margem ainda é muito baixa frente ao que se perdeu na economia brasileira de 2014 a 2017, um período de forte crise. No entanto, há uma saída para as empresas aproveitarem esse período adicional de horas trabalhadas abrindo novos mercados, focar no comercio exterior e aproveitar a margens das famílias que estão saindo do endividamento e que devem voltar ao mercado para consumir.

“As empresas têm que criar novas frentes de consumo e abrir novos mercados, se não, as horas adicionais trabalhadas não vão ter impacto significativo em termos de venda. Para o comércio significa mais giro financeiro, para isso, a ideia é que as lojas varejistas criem atrativos para os clientes, como preço e facilidade de crédito, além de brindes e mimos que fazem a diferença. Pouco adianta ter mais espaço de produção se não tiver a comercialização”, finaliza.