Região

Com reforma tributária, BR pode virar um país de primeiro mundo em 30 anos

A elevada carga tributária e o emaranhado em que se transformou a política fiscal fazem do modelo brasileiro um dos piores do mundo – posição de número 184. Com as mudanças propostas, há potencial para que o sistema adotado no País fique entre os dez melhores da atualidade, disse na noite de sexta-feira (2) em Cascavel o ex-deputado federal e proponente de uma das propostas de reforma tributária em análise no Congresso Luiz Carlos Hauly. Mais de 300 pessoas, entre empresários, contabilistas e advogados, estiveram na Acic para conhecer mais sobre sugestões à atualização da política fiscal brasileira.

Em uma estrutura de mediação com os jornalistas, os convidados puderam apresentar pontos do debate da reforma e responder a questionamentos. Hauly disse que a base de consumo é duramente tributada, o que gera supra-arrecadação e dificuldades às empresas e economia. “É difícil de as coisas andarem quando temos um modelo tão injusto, pelo qual os mais pobres pagam 60% mais impostos que os ricos”.

A base da proposta é a simplificação, com redução da carga sobre o consumo, com ajustes no Imposto de Renda e justiça social. A adoção do imposto único (IVA, em vigor em 165 países) e forte presença da tecnologia são alguns dos mecanismos que poderão ser empregados para modernizar a cobrança de impostos. Hauly também defende não tributar alimentos, remédios, máquinas e equipamentos a indústrias e serviços de água e esgoto.

Há algumas regras de ouro para fazer com que as propostas, qualquer delas que passar, leve o País a um caminho de prosperidade: não se pode mexer na partilha entre União, estados e municípios, deve-se aumentar o peso da carga no Imposto de Renda aos mais abastados e reduzir tributos na base de consumo. “Se corrigirmos a política fiscal com competência, o Brasil tem tudo para se transformar em país de primeiro mundo em no máximo 30 anos”, afirma Hauly.

“Os incentivos às micros e pequenas empresas seguirão e com as propostas que durante anos amadureço, os mais pobres terão ganho de R$ 150 a cada R$ 1 mil de renda”, diz Luiz Carlos Hauly. Ele entende como imprescindível a retirada do que chama de penduricalhos da folha de pagamentos para dar mais fôlego para as empresas. “Temos tudo para fazer de um regime absurdamente confuso um dos melhores do mundo”, afirma o autor.