Esporte

Conselho Deliberativo do Corinthians aprova contas de 2018 apesar do déficit

O Corinthians teve aprovada as contas de 2018 em reunião do Conselho Deliberativo na noite desta segunda-feira, no Parque São Jorge, na zona leste de São Paulo. A ampla maioria foi favorável aos gastos do clube que culminaram com déficit de R$ 18 milhões no ano. O prejuízo diminuiu nos últimos meses graças às negociações de jogadores como Balbuena, Rodriguinho e Maycon. No entanto, a falta de um patrocinador master não permitiu que o clube fechasse no azul.

O Movimento Corinthians Grande, que faz oposição a atual gestão, publicou no último domingo nas redes sociais manifesto contrário a administração. Eles questionam especialmente a falta de transparência nas contas da arena e o gasto excessivo na contratação de jogadores reservas. "O Araos (R$ 20,6 milhões), Richard (R$ 9,8 mi), além das aquisições de parcelas de Juninho Capixaba (R$ 6 mi), Mateus Vital (5,5 mi), Marllon (R$ 2,3 mi) e Fessin (R$ 2 mi)", escreveu em seu Twitter.

No balanço planejado pela atual gestão, a expectativa é fechar 2019 no azul em R$ 650 mil. Os valores não contam os gastos com a arena. Vale lembrar que neste ano o clube fechou com um patrocinador master, o BMG, por R$ 12 milhões e outros seis anunciantes que devem render um total de R$ 40 milhões ao clube. Isso sem contar a parceria com a Nike, que é a fornecedora de material esportivo.

Sobre o estádio, em fevereiro, o presidente Andrés Sanchez atualizou as dívidas do Corinthians com a Caixa e com a prefeitura. "O Corinthians deve realmente R$ 400 milhões, na época pré-Copa para Caixa e BNDES. Hoje está na faixa dos R$ 480 milhões (corrigidos por juros). E pela prefeitura ter demorado para liberação dos CIDs (de R$ 400 milhões), tudo isso acarretou quase R$ 200 milhões a mais de dívida", disse ao BandSports.

Ou seja, de acordo com o mandatário na ocasião, são cerca de R$ 280 milhões a mais somente em juros do que estava programado para ser pago. O CID é um programa de incentivo fiscal da cidade de São Paulo. A prefeitura emite títulos e o fundo que administra a arena vende para pessoas físicas e jurídicas, que abatem do seu imposto de renda. A atual gestão municipal dividiu esse valor em parcelas anuais até 2023.

Em 2017, a Prefeitura repassou R$ 40 milhões ao fundo. O valor seria o mesmo para 2018, mas o vereador Eduardo Tuma (PSDB) conseguiu o aumento para R$ 45 milhões no final do ano passado. Agora, houve o acréscimo desses R$ 5 milhões, ou seja, R$ 50 milhões no total. A expectativa para 2019 é que entre mais R$ 40 milhões via CID para o pagamento do estádio.