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Conteúdos sobre combate à corrupção poderão ser incluídos nos currículos dos ensinos fundamental e médio

O senador Flávio Arns (Rede-PR) apresentou nesta quinta-feira (13) o Projeto de Lei 3465/2019 que propõe a inclusão de conteúdos sobre ética, cidadania e combate à corrupção no currículo dos ensinos fundamental e médio. Com a proposta, os temas passarão a fazer parte da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Base Nacional Comum Curricular.

Arns explica que a medida faz parte das propostas de prevenção à corrupção difundidas pela Transparência Internacional, principal ONG dedicada à luta contra a corrupção no mundo, com base na Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.

 “O projeto foi inspirado nas 70 medidas contra a corrupção e tem como foco a conscientização das nossas crianças e adolescentes para que sejam valorizados o comportamento ético e atitudes de responsabilidade cívica e de não tolerância à corrupção. Elevar o nível de consciência da nossa juventude em relação a esses aspectos é fundamental”, aponta o senador.

As “Novas Medidas contra a Corrupção” apontam a importância de que os jovens conheçam as causas, impactos, riscos, prejuízos e meios de enfrentamento da corrupção.

 “Fazer com que as próximas gerações se mostrem conscientes dos impactos negativos da corrupção e tenham conhecimento sobre os variados instrumentos para combatê-la é parte de um esforço que deve começar agora para transformar o Brasil”, diz o documento elaborado pela Transparência Internacional em conjunto com as Escolas de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Ranking da corrupção

Com a corrupção no Brasil se tornando cada vez mais visível, a posição do país nos rankings que medem a percepção da corrupção ao redor do mundo tem piorado nos últimos anos.  

Em 2018, o Brasil caiu 9 posições no ranking da Transparência Internacional que avalia a percepção da corrupção no setor público em 180 países. O país passou a ocupar o 105º lugar no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) – o pior resultado desde 2012. Quanto melhor a posição no ranking, menos o país é considerado corrupto.