Toledo

Crianças obesas têm 75% de chance de serem adolescentes obesos

A alimentação inadequada e a falta de atividade física desencadeiam os casos de obesidade (Foto: Janaí Vieira)

“Seguir uma alimentação adequada e promover a atividade física são as vertentes para combater a obesidade infantil. O problema tem se agravado em todo o país. Vemos nossas crianças se transformando em adolescentes obesos”, lamenta a nutricionista Deise Baldo. Um estudo recente alerta que crianças acima do peso possuem 75% mais chance de serem adolescentes obesos; já os adolescentes acima do peso têm 89% de possibilidade de serem adultos obesos.

Deise comenta que pesquisas do Ministério da Saúde indicam que 12,9% das crianças, que têm idade entre 5 a 9 anos, são obesas. Enquanto que 18,9% dos adultos estão acima do peso. Ela reforça que os bons hábitos alimentares devem iniciar infância com o incentivo do consumo de alimentos saudáveis e a prática de atividades físicas.

“Culturalmente, a sociedade alia peso com saúde na primeira infância. Se o bebê é gordinho, ele está saudável e é mais bonito. Contudo, existe diferença ao analisar o histórico alimentar das crianças, se ela foi alimentada exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade, se os pais seguem a orientação de evitar ofertar doces até os dois anos e buscam trabalhar o paladar do filho com a variação de sabores das frutas, legumes e outros alimentos saudáveis e adequados para a idade”, exemplifica.

 

ALÉM DO PRATO – A profissional relata que os bons hábitos vão além daquilo que é colocado no prato das crianças. Ela reforça que é preciso incentivar as crianças a reduzirem o tempo em frente as telas dos aparelhos de televisão e celulares e realizarem brincadeiras que promovam a movimentação do corpo e da mente.

“Quanto mais cedo o sobrepeso e a obesidade forem combatidos, mais chances de promover uma saudável. Se o problema permanecer no decorrer dos anos aumenta a possibilidade de surgir doenças como hipertensão e diabetes. Situações crônicas que podem interferir na qualidade de vida”, destaca.