Toledo

Despesas sazonais do início do ano comprometem rendimentos

IPVA, IPTU e materiais escolares são algumas das despesas sazonais do início do ano (Foto: Janaí Vieira)

O início do ano vem ‘recheado’ de despesas adicionais: IPVA, IPTU, materiais escolares, no caso de quem filhos, além do restante das contas do ano anterior, em algumas situações. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que apenas 9% dos brasileiros dizem ter condições de pagar as despesas sazonais do início de ano.

“Geralmente, nos organizamos e guardamos parte de nosso 13º salário para quitar essas despesas do início do ano. Mas nem sempre conseguimos fazer isso”, relata a auxiliar administrativa Lara Dias. “Somos uma família organizada quando o assunto é finanças, porém, também não deixamos de passar alguns apuros”.

Lara comenta que sempre que possível a família efetua o pagamento à vista. “No caso dos impostos não vejo tanta vantagem pagar a alíquota única. Os descontos não são tão atrativos, mas se temos recursos disponíveis para isso, não parcelamos. Já as compras dos materiais escolares sempre pagamos no ato da compra”, afirma.

Segundo o estudo, 31% dos consumidores juntaram dinheiro ao longo do ano para quitar tributos, como IPTU e IPVA. A simulação do SPC Brasil mostra que pagamento à vista é, em geral, mais vantajoso do que parcelamento.

 

POUPANÇA

O levantamento também aponta que cresceu o percentual de consumidores que juntaram dinheiro ao longo do último ano para arcar com essas despesas sazonais, saltando de 21% em 2018 para 31% em 2019. A pesquisa também revelou que 19% das pessoas fizeram algum bico ou trabalho extra para aumentar a renda e conseguir honrar esses compromissos.

“Todos os janeiros são tumultuados quando não se tem organização financeira. As pessoas sabem que é um mês de despesas extras e não tem como fugir disso. O ideal é que esse planejamento, para quitar essas dívidas, seja realizado ainda no ano anterior. Aqueles que não se organizaram é preciso que pensem logo nisso para não comprometerem os rendimentos futuros em longo prazo”, avalia a economista Kelen Camargo.