Toledo

Doação de órgãos: equipes do Bom Jesus atuam para salvar vidas

De janeiro a junho deste ano, o Hospital teve 12 protocolos (Foto: Divulgação)

O Hospital Bom Jesus continua sendo referência na captação de órgãos. Na última sexta-feira (21), foi realizado mais um procedimento. Os familiares, de dois pacientes, autorizaram a doação após receberem o diagnóstico de morte encefálica. Com o trabalho de abordagem das famílias e a conscientização da importância em doar, pessoas que estão na fila de espera por um órgão ganham uma nova chance de vida.

Em 2017, 35 famílias passaram pelo processo de doação de órgãos ou de tecidos para transplante. Foram 18 pacientes, que após o coração ter perdido as suas funções, fizeram a doação de tecidos, córneas, valvas cardíacas e ossos. Outros 17 doadores, foram diagnosticados com morte cerebral devido alguma patologia neurológica.

Já no ano passado, o Bom Jesus registrou 28 protocolos de atendimento. Do total, 27 famílias viram na doação dos órgãos uma foram de manter vivo o amor e deram a chance de outras pessoas terem um recomeço de vida, mesmo sentindo a dor de perder um ente querido.

“De janeiro a junho deste ano, o Hospital teve 12 protocolos”, destaca o diretor de enfermagem e coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) do Bom Jesus Itamar Weiwanko. “Os pacientes foram diagnosticados com morte encefálica. As 12 famílias concordaram em participar do processo de doação e assim ajudar outras pessoas”.

 

DA DOR PARA O AMOR – Somente com a autorização da família é possível iniciar o processo de captação. Weiwanko comenta que os familiares que optam pela doação são tomados de compaixão e fazem um ato de amor solidariedade. “Quem está na fila de espera sabe quanto vale cada minuto de vida. Todos nós corremos o risco de estarmos nessa fila amanhã, por isso, reforço que falar sobre doação de órgãos é uma conversa que devemos ter em casa e expressarmos nosso desejo”.

Quando a família decide tomar esse ato de solidariedade, a Cihdott entra em ação e aciona outras equipes compostas por profissionais habilitados para fazer a captação, o transporte e na sequência a cirurgia de transplante. Para a realização do procedimento equipes de outros municípios, e em alguns casos até mesmo de outros estados, são mobilizadas para prestar o suporte necessário.