Economia

Dólar oscila com exterior e fluxo antes de Fed e Copom

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira, 30, com viés de alta, influenciado pela valorização externa frente a divisas principais e algumas emergentes, mas já passou a cair em meio a sinais de venda de exportadores. O recuo também reflete as oscilações sem direção única e entre margens estreitas da divisa americana ante moedas emergentes ligadas a commodities.

Investidores em âmbito mundial conduzem um movimento de busca de proteção na moeda americana, que ajuda a enfraquecer as bolsas internacionais em meio a divulgação de indicadores americanos - renda pessoal e gastos com consumo, além do índice de confiança do consumidor em julho -, que podem mexer com as expectativas e apostas de política monetária nesta véspera do anúncio da decisão do Federal Reserve, nesta quarta-feira.

Internamente, é grande também a expectativa pelo anúncio do Copom, na quarta, que pode resultar também em corte de juros, a exemplo do que é esperado para o Fed, após o Banco do Japão (BoJ) ter mantido inalterada a sua política monetária e de relaxamento quantitativo. O BoJ, no entanto, ressaltou que "não hesitará" em tomar medidas que eventualmente se façam necessárias para que a inflação atinja a meta de 2%. A taxa de depósito de curto prazo japonesa permanece em -0,1%, enquanto a meta para os juros dos bônus do governo japonês (JGBs) de 10 anos foi mantida em torno de zero.

Fica no radar ainda a reunião do Conselho de Governo, no Palácio do Planalto, dada a proximidade do fim do recesso no Congresso nesta quinta-feira. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reúne-se nesta manhã com o presidente Jair Bolsonaro. O foco deve ser a tramitação do segundo turno da reforma da Previdência, na Câmara. A ideia do presidente da Casa, Rodrigo Maia, é votar a proposta na próxima semana e enviar a PEC ao Senado até a sexta-feira, 9 de agosto. No Senado poderá ser retomada a negociação para reincluir Estados e municípios na reforma, cuja economia prevista no texto aprovado pelos deputados é de mais de R$ 900 bilhões em dez anos. Além disso, o próximo grande item na agenda legislativa do governo é a reforma tributária, que deve ser tratada nessa reunião.

Mais cedo, a FGV informou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou para alta de 0,40% em julho após mostrar alta de 0,80% em junho, abaixo da mediana de 0,52% da pesquisa do Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de 0,25% a 0,75%. Em 12 meses, a taxa subiu 6,39%, de 6,51% no período finalizado em junho. Esse dado também ficou menor que a mediana de 6,52% (intervalo de 6,22% a 6,78%). Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 2,2 pontos na passagem de junho para julho, para 93,4 pontos, na série com ajuste sazonal. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,4 ponto, interrompendo quatro meses de recuos seguidos

Às 9h35, o dólar à vista caía 0,12%, a R$ 3,7787. O dólar futuro para agosto recuava 0,08%, a R$ 3,7790.