Toledo

Economista orienta pais para que não comprometam finanças por conta dos presentes de Natal

A ideia é não comprometer o orçamento para atender o desejo dos filhos (Foto: Janaí Vieira)

“Não tem como deixar o Natal ‘passar em branco’. Vou dar um jeito e comprar os presentes para meus filhos”, afirma a vendedora Simone Frontes. Ela irá agradar as crianças, contudo afirma que não integra os 11% dos pais que irão atrasar contas para atender aos desejos dos filhos. Os dados foram apurados durante uma pesquisa de nível nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Conforme Simone, a família teve um ano difícil no quesito financeiro. Isso impediu que fosse guardada uma reversa para as despesas extras do fim de ano. Independente da falta de organização e recursos, ela afirma que irá comprar os presentes para os filhos. A opção será parcelar no cartão e comprar brinquedos com menor valor.

A vendedora também não deixará de arcar com seus compromissos mensais para realizar o sonho dos filhos. Na pesquisa, a grande maioria dos pais não pretende deixar de pagar contas para atender a vontade das crianças (82%), mas expressivos 11% admitem que irão atrasar alguma conta para presenteá-los. A fatura do cartão de crédito (7%), os impostos de início de ano (3%) e as contas básicas de água e luz (2%) serão as mais atrasadas com essa finalidade.

 

ALERTA

A economista Kelen Camargo alerta para que os pais não iniciem 2018 endividados por conta das festas do fim de ano. “Ainda é algo comum que muitas famílias já comecem o ano no vermelho por conta das extrapolais do mês de dezembro. Logicamente, que cada uma avalia o que tem mais peso, contudo, fazemos apenas um alerta para evitar complicações financeiras futuras”.

A profissional acrescenta que uma das justificativas dos pais é que eles não querem que os filhos passem por frustrações. “A educação financeira também deve partir do seio familiar. Se o pai e a mãe transmitem a ideia de que é normal comprometer o orçamento para satisfazer impulsos consumistas, eles estão criando filhos propensos a terem problemas de ordem economiza no futuro”.

Kelen recomenda que a família tenha um diálogo aberto para evitar frustrações. Ela sugere que os pais expliquem as condições financeiras aos filhos e juntos possam discutir quais as opções de presentes que podem agradar as crianças e caibam no bolso.