Toledo

Educação financeira deve ser abordada desde criança

Poupar é um habito em desenvolvimento entre os brasileiros. A ideia de guardar dinheiro como uma reserva para emergências, ou com o objetivo de realizar um sonho requer organização. ‘Plantar’ isso nas crianças é uma iniciativa que visa benefícios para toda a família. A educação financeira é uma vertente para que isso seja colocado em prática.

“A melhor forma de ensinar uma criança a lidar com dinheiro é dar a ela”, pontua a economista Kelen Camargo. “Somente quando ela tem em mãos o dinheiro poderá colocar em prática o ato de administrar. Assim ela consegue viver isso dentro da realidade e pode já ir aprendendo conceitos como responsabilidade, ou seja, aprender a controlar o consumismo”.

O valor repassado vai depender da idade da criança. Uma dica citada por Kelen é que os pais avaliem o quanto ela gasta com lanche na escola, passeio com os amigos, compras, entre outros. Ela comenta que o ideal é que esse repasse aconteça semanalmente, pois assim os pais podem ajudar o filho a controlar os gastos da semana, já pensando em quanto ele poderá poupar.

 

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

“A educação financeira é fundamental para que as crianças possam entender que o dinheiro faz parte da vida. Ou seja, elas precisam saber que é através do trabalho dos pais que as contas são pagas, que os brinquedos são comprados, que os passeios e viagens são patrocinados, por exemplo. Mesmo que a família tenha uma condição financeira confortável é primordial aflorar a responsabilidade nos herdeiros para que a condição permaneça”, adverte.

Outra dica citada pela economista é que os pais precisam ser os exemplos para os filhos. Ela alerta que não adianta cobrar das crianças algo que elas não presenciam. “Se o pai não sabe poupar como irá ensinar o filho a fazer isso? O exemplo prático é o melhor caminho. Uma atividade interessante é levar a criança junto nas compras. Se ela precisa de determinado produto, os pais devem mostrar as opções e os valores, ensinar que talvez o item mais barato pode atender todas as necessidades e o restante do dinheiro ela pode guardar para comprar outra coisa. Não existe fórmula mágica. Existe disciplina, bons exemplos e educação financeira”, finaliza.