Toledo

Época de safra aumenta a circulação de máquinas agrícolas nas estradas

Colheitadeiras e tratores dividem espaço com carros e caminhões (Foto: Franciele Mota)

No período de safra as atividades no campo aumentam e as máquinas agrícolas tomam conta da paisagem nas lavouras. É neste período também que elas circulam com mais frequência pelas estradas da região, mudando de uma propriedade a outra. É preciso atenção e cuidado quando se aproximar de um equipamento deste em uma rodovia.

O presidente do Sindicato Rural de Toledo Nelson Paludo acompanha o trabalho dos agricultores da região e conta que nesta época é imprescindível o deslocamento dos equipamentos. Ele lembra que não é permitido circular com máquinas agrícolas em rodovias federal e estadual, mas que os produtores procuram fazer com segurança. “Eles vão com batedor, um na frente e outro atrás ou com giroflex sinalizando para os motoristas possam identificar”.

Mesmo assim, ele cita que são poucos os casos em que é preciso circular nestas rodovias. Os trechos também são curtos e quando a presença dessas máquinas pode oferecer perigo, é solicitado o auxílio da polícia rodoviária. As estradas rurais têm sido uma alternativa para o transporte destas máquinas sem atrapalhar o trânsito. No entanto, ele salienta que falta sinalização.

Nas região, as estradas mais movimentadas são a PR-317 que liga Toledo a Ouro Verde do Oeste, a PR-585 que liga Toledo a São Pedro do Iguaçu e as estradas municipais OT 006 e OT 609, entre o distrito de Concórdia do Oeste e o distrito de Dez de Maio.

 

SEM OCORRÊNCIAS

Apesar da movimentação nas estradas, Paludo enfatiza que não teve acidentes nos últimos meses. O período de safra vai até metade do mês de fevereiro. Até lá as máquinas ainda poderão circular pelas estradas da região. Para os motoristas vale o cuidado e a atenção quando encontrar um destes veículos. “O ideal é reduzir a velocidade para ultrapassar. E os agricultores estão transportando as colheitadeira sem o carrinho, que vai numa plataforma, então na pista é só a largura dos pneus da máquina”, cita ao complementar que o movimento de máquinas nas estradas é uma característica da região.

Faltando um mês e meio para o fim da colheita, os números já observados no campo não são animadores. O tempo seco e com altas temperaturas em dezembro prejudicou a soja nas lavouras. Paludo estima que possa ter uma perda de cerca de 30% da produção.

 

ESTRADAS

Com o trabalho a todo vapor nas lavouras, os caminhões circulam com mais frequência nas estradas. O secretário de Infra-Estrutura Rural Vilson André da Silva (Chumbinho) comenta que a manutenção destas vias são importantes para o escoamento da produção no campo.

Ele reforça a orientação aos motoristas com relação ao sobrepeso dos veículos. “Apelamos para o bom senso dos agricultores e dos motoristas, pois não conseguimos fazer a fiscalização”. Chumbinho complementa que a Secretaria trabalha para manter as estradas rurais em boas condições de tráfego e reforça as novas obras. “Nós terminamos de fazer a recuperação da estrada da Cerro da Lola a Linha União, foram 10.300 metros e iniciamos a recuperação de um trecho da Linha Gramado”.