Toledo

Estudantes da Unioeste elaboram projeto sobre trânsito de Toledo

Neste ano projeto foi desenvolvido pelos alunos de química e engenharia química (Foto: Franciele Mota)

Um projeto da disciplina de álgebra linear dos cursos de química e engenharia química da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Toledo, monitora o fluxo de trânsito em uma das quadras mais movimentadas do centro da cidade.

A iniciativa acontece desde 2012 e aplica conhecimentos como matrizes e sistemas lineares para o dia a dia do acadêmico. A ideia é comparar o fluxo de veículos em épocas diferentes e apresentar resultados e soluções para o trânsito de Toledo.

“É um trabalho que o acadêmico tem de aprender um pouco mais do que é apresentado em sala de aula e aproveitar para informar a comunidade do que acontece no dia a dia”, conta o coordenador do programa de extensão universitária Marcos Freitas de Moraes.

 

COLETA DE DADOS – No segundo semestre, aproximadamente 25 alunos do primeiro ano do curso de engenharia química foram para as ruas para fazer a coleta de informações. Eles se dividiram em duplas ou trios e se concentraram na quadra que é formada pelas ruas Barão do Rio Branco, Guarani, Rui Barbosa e Nossa Senhora do Rocio.

A pesquisa realizada foi calcular a média do número de veículos por hora que entra e sai dessa seção durante o período das 13h45 às 14h45 do dia 1º de outubro. Através dos resultados eles teriam a quantidade de carros que passam por minuto nos quatro cruzamentos.

“Nós observamos também as faixas de pedestres, a quantidade de pessoas e o tempo que demoravam para atravessar. Analisamos o fluxo da via em geral”, explica o acadêmico Fernando Henrique Serpa.

As informações foram compiladas em uma matriz, que é uma tabela com a disposição dos dados. “Na pesquisa nós chegamos ao resultado de número total de carros que passaram pela quadra no período estabelecido. Foram 1.709 veículos por hora, sendo que 28 carros por minuto, o que corresponde a 0,47 carro por segundo”, conta o estudante Paulo Vitor Schio.

 

RESULTADOS – Na comparação com a pesquisa realizada no primeiro semestre, o fluxo de veículos na quadra referida reduziu. Os dados coletados pelos alunos em junho apontaram 2.764 veículos no período de uma hora, sendo 46 carros por minuto, ou ainda, uma carro a cada 0,76 segundos.

O coordenador comenta que o fluxo de veículos desta nova pesquisa reduziu por conta do horário diferenciado que foi realizada a coleta dos dados. Antes, a pesquisa foi realizada no período da manhã, onde foi observado um movimento maior de veículos na quadra referida.

Moraes pontua algumas sugestões apontadas pelos dois estudos e que serão apresentadas para as autoridades do município. “Liberar uma terceira faixa nas ruas desta quadra, como aconteceu na Santos Dumont, e modificar o estacionamento de diagonal para o modo paralelo, abrindo mais espaço para a circulação dos veículos”, cita ao complementar algumas irregularidades que também foram observadas pelos alunos.

“Observamos um ponto cego onde uma publicidade esconde uma placa de trânsito e várias caminhonetes que estacionam na diagonal ultrapassando a linha demarcada, o que é proibido, e atrapalham o fluxo dos demais veículos. Vimos também que muitos carros estacionados nesse trecho são de funcionários do comércio, isto é, o próprio funcionário atrapalha o comércio do patrão, impedindo que clientes possam estacionar na região. Algo que deve ser revisto”.

Na pesquisa do segundo semestre, os alunos do curso de engenharia química também observaram que os pedestres não seguem as leis de trânsito. “Identificamos que a maioria deles atravessa fora da faixa determinada e sem obedecer a sinalização de trânsito. O tempo que o semáforo permanece aberto para o pedestre era suficiente, a questão mesmo é comportamental, é preciso consciência para seguir as leis de trânsito”, afirma o estudante Paulo Vitor Schio.

Para o acadêmico Pedro Mendonça essa pesquisa foi uma oportunidade de conhecer algumas características do município de Toledo e através do estudo, apresentar soluções para alguns problemas da comunidade. “É muito importante para nós a experiência deste projeto e trazer mais informação para a comunidade e, de alguma forma poder ajudar”.