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Famoso pela "fotografia de ruptura", German Lorca expõe em Curitiba

"Uma ruptura da fotografia documental e tradicional, utilizando ângulos raros, longas exposições, movimentos em tempo longo, sobreposições, distorções, sombras e fotogramas". Essa é uma das impactantes descrições que contextualizam a participação do fotógrafo German Lorca na mostra Território Sagrado, em cartaz na galeria Diretriz Arte Contemporânea, em Curitiba.

Aos 93 anos, Lorca é famoso por seus enquadramentos atípicos e ângulos inusitados. Nascido na capital paulista e formado em Ciências Contábeis, o artista começou a participar do Foto Cine Clube Bandeirante de São Paulo no final da década de 40, onde imergiu de vez no mundo da fotografia.

Nas décadas de 40 e 50 produziu algumas de suas fotos mais famosas, mostrando o espírito da cidade de São Paulo na época. "Estar diante das fotografias de Lorca é experimentar uma sensação de felicidade plena. Quando aprofundamos nosso olhar para suas imagens, de algum modo ficamos emocionados. Seja pelo tempo passado que evocam e nos permitem reviver, seja pelo rigor e pela qualidade técnica intrínseca ao fazer fotográfico, seja pelo encantamento puro e simples que emana de sua poética visual", escreveu o crítico de fotografia Rubens Fernandes, sobre a obra de Lorca.

As imagens de German Lorca expostas na Diretriz são as intituladas “Antúrios” (de 1960), “Troncos Cruzados” (1955), “Pernas” (1955), “Bailarina” (1955) e “Folhagens” (1960). Para conferir de perto esse trabalho, basta ir até a galeria, no piso 3 do shopping Pátio Batel, das 10h às 22h. A entrada é franca.