Toledo

Febre amarela: macaco morto é encontrado no interior de Toledo

(Foto: Janaí Vieira)

Toledo já iniciou as ações de combate à febre amarela com a intensificação das vacinas. A preocupação pode aumentar após os resultados das análises que serão feitas em um macaco morto encontrado entre a comunidade de Cerro da Lola e Quilômetro 41, interior do município, na manhã de quinta-feira (2).

A secretária municipal de saúde Denise Liell relata que, ela e uma equipe da vacinação, estavam na comunidade para uma ação intensificada de vacina contra a doença, quando uma das moradoras comentou que havia um macaco morte na região. “Segundo essa mulher, seriam dois animais, contudo, um deles teria sido carregado por um cachorro. Encontramos um dos macacos no trecho citado por ela. Recolhemos o animal e encaminhamos para a 20ª Regional de Saúde”.

Denise pontua que, diante da situação, a vigilância municipal irá mapear o local onde o animal foi encontrado. Ela comenta que uma das características da região é possuir mata e espaço periurbano e que macacos são vistos com frequência naquela área.

“Aparentemente, a morte não foi acidental. Entretanto, é preciso aguardar os resultados. Com o trabalho de intensificação da vacina, foi possível levantar um histórico vacinal dos moradores daquela regional e constatamos que a maioria já foi vacinada contra a febre amarela, ou seja, está protegida”, salienta a secretária.

 

EPIZOOTIAS

A médica veterinária da 20ª Regional de Saúde Ana Lais Castro explica que quando um primata não humano é encontrado morto, a conduta é efetuar os exames que evidenciam diagnóstico para febre amarela e raiva. “Ele será encaminhado para o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), responsável pelos direcionamentos das análises. A previsão é que o resultado fique pronto no prazo de sete dias”.

Ana destaca que o macaco é uma vítima como o ser humano e o animal serve como indicativo da doença na região. “Sabemos que a epizootia vai nos atingir, mas acreditamos que isso deve ocorrer em setembro. Diante desse fato, aguardamos os resultados para as próximas avaliações. O alerta é para que a população esteja vacinada e caso encontre um macaco morto, a orientação é acionar os órgãos de saúde para que ele seja recolhido e passe pelos exames necessários”.

A vigilância em epizootias, mais especificamente em primatas não humanos, conforme a profissional, tem como principal ação promover a prevenção de casos humanos de febre amarela através da identificação precoce da circulação viral na população de macacos mortos ou doentes.

 

VACINA

O diretor da 20ª Regional de Saúde Alberi Locatelli enfatiza que a forma de combater a doença é vacinar. “A orientação é para que a população verifique a carteira de vacina. A dose é única, ou seja, se a pessoa já tomou, ela está imunizada. No caso de dúvida, a orientação é que ela receba a dose. Bebês de nove meses e pessoas que ainda não completaram 60 anos podem tomar a vacina”. Pessoas que apresenta forte alergia ao ovo só podem receber a injeção após avaliação médica e em um ambiente com condições de atendimento de emergência.

“Iremos aguardar o resultado das análises feitas no macaco encontrado morto, para que sejam estudadas as próximas ações. Temos vacina suficiente para a população e caso seja necessário também é possível solicitar doses de outras Regionais. As pessoas podem aproveitar o Dia D, que acontece no próximo sábado (4), para verificar a carteira de vacinação”, reforça.