Toledo

Hospital Regional poderá ter gestão compartilhada

Atualmente, a Ebserh possui a dificuldade de orçamento para pessoas. “Seria um fator que poderia impedir, pois a empresa não tem condição de realizar a gestão sozinha em 2017 ou 2018. Entretanto, precisamos encontrar uma solução”, pontuou o presidente da Ebserh.
O ministro citou que uma das preocupações é o custeio permanente da instituição (Foto: Janaí Vieira)

O ministro da Saúde Ricardo Barros, durante visita a Toledo, reforçou o compromisso em fortalecer a rede de atendimento do Oeste do Paraná. Ele esteve no município na tarde de quinta-feira (31). Barros conheceu a extensão e os trabalhos do curso de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e visitou as obras do Hospital Regional. O presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) Kleber Morais, os deputados Dilceu Sperafico e José Carlos Schiavinato e demais autoridades acompanharam o ministro.

“Todos os entes devem participar dos projetos. Não pode ser um projeto somente do Ministério da Saúde ou da Educação”, destacou Morais. Ele preferiu não fixar um prazo para abertura do Hospital Regional, pois afirmou que é complicado mencionar uma data. O presidente afirmou que um projeto-piloto nacional de um Consórcio deverá ser estudado pelas autoridades. Nele, o Hospital funcionará na maior celeridade.

Conforme Morais, o empasse ainda seria recursos financeiros. Atualmente, a Ebserh possui a dificuldade de orçamento para pessoas. “Seria um fator que poderia impedir, pois a empresa não tem condição de realizar a gestão sozinha em 2017 ou 2018. Entretanto, precisamos encontrar uma solução. Estou encantado com a estrutura. O deputado Sperafico chegava a minha sala, comentava sobre o Hospital, hoje fiquei surpreendido”, pontuou.

 

GESTÃO

Durante a visita ao Hospital Regional, o ministro disse que a equipe está trabalhando para a abertura do espaço. A prioridade, segundo ele, é uma gestão como hospital-escola e em parceria com o Ministério da Educação. Caso não seja viável, outras sugestões serão analisadas.

“O local está equipado. São recursos públicos da saúde que estão colocados sem prestar serviço para a população. Como Toledo possui o curso de medicina, trouxemos o presidente da Ebserh para avaliar a possibilidade de assumir o prédio, como hospital-escola do curso de medicina da UFPR”, afirmou o ministro.

 

CUSTEIO

Barros complementou que vai aguardar o relatório de Morais e, posteriormente, realizar uma reunião com o Ministro da Educação Mendonça Filho. “O problema é o custeio permanente dessa instituição. O custo desse estabelecimento por ano é semelhante do utilizado para equipá-lo. O grande desafio é o funcionamento dessa estrutura e, por isso, existem centenas desses espaços parados no Brasil. Em Toledo, esperamos encontrar uma equação sustentável. A manutenção é uma despesa permanente”, mencionou.

 

MARCO

Para o deputado federal Dilceu Sperafico, a visita do ministro e do presidente da Ebserh foi o marco inicial para encontrar a solução da gestão do Hospital Regional. “O objetivo é achar uma forma para colocar a estrutura em funcionamento. O projeto-piloto visa promover uma administração compartilhada que deve envolver diversos órgãos. Eles ficaram surpreendidos com as instalações. Com o apoio do ministro também temos o amparo para a aquisição dos equipamentos”, finalizou.

 

SOLUÇÃO

Reunião técnica retrata importância do funcionamento do Hospital Regional

Após visitar o Hospital Regional, as autoridades participaram de uma reunião técnica (Foto: Janaí Vieira)

Depois de visitar as instalações do Hospital Regional, o ministro da Saúde Ricardo Barros e toda a comitiva participaram de uma reunião de trabalho no Museu Histórico Willy Bartyh. O encontro servirá como base para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) elaborar um relatório.

O prefeito de Toledo Lucio de Marchi foi uma das autoridades que acompanhou a visita e a reunião. Sobre as discussões da Ebserh assumir a administração do Hospital Regional, o prefeito destacou que sentiu uma sensação de alívio. “Diz um provérbio chinês que uma caminhada de mil léguas começa com um simples passo. Eles vão receber um hospital com estrutura nova, com equipamentos novos e sem dívida. É possível que tenha o compartilhamento da gestão”.

 

AMPLIAÇÃO DA REDE

Marchi salientou que devido a crise política brasileira é notável que houve um prejuízo muito grande. “Evidentemente que isso atingiu os municípios. Muitos fecharam os hospitais e estão trazendo o público para o Bom Jesus. Realizamos a abertura do Mini-hospital, uma estrutura que atende 150 pessoas por dia. Além desse equipamento temos a UPA que atende 24h. Isso ainda não é o suficiente para atender a nossa demanda”, salientou ao acrescentar que o presidente da Ebserh Kleber Morais ficou impressionado com a estrutura que visa prestar atendimentos a população da área de abrangência da 20ª Regional de Saúde.

 

ESTRUTURA

O deputado estadual José Carlos Schiavinato afirmou que toda a comitiva que visitou o Hospital Regional pôde ter noção da estrutura. Ele declarou que existem muitos municípios que encontram dificuldades para colocarem um hospital para funcionar devido às condições do espaço, com pouca iluminação e ventilação, por exemplo. Contudo, essa não é a realidade de Toledo.

“O ministro e o presidente da Ebserh tiveram a oportunidade de conhecer a realidade, isso foi ótimo. Agora, teremos que aguardar. Eles irão apresentar o relatório ao ministro da Educação. A ideia é que a estrutura funcione como um hospital universitário que recebe 50% a mais pelos procedimentos executados”, acrescentou o deputado.